Manifestantes se reuniram em Florianópolis nesta quinta-feira (29) para pedir esclarecimentos sobre a morte do cão comunitário Orelha. O protesto ocorreu em frente ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) e reuniu voluntários da causa animal, moradores e pessoas que acompanham o caso, que teve ampla repercussão nacional.
O ato começou por volta das 17h30. Com cartazes e palavras de ordem, os participantes solicitaram transparência nas investigações, apuração dos fatos e debate sobre o fortalecimento da legislação relacionada a maus-tratos contra animais. Entre as pautas apresentadas, houve pedidos por uma lei estadual mais rígida e pelo acesso a informações técnicas do inquérito, dentro dos limites legais.
Segundo os organizadores, a mobilização buscou manter o caso em evidência e cobrar uma resposta institucional das autoridades competentes. Os manifestantes destacaram que o processo envolve adolescentes e, por isso, deve seguir os trâmites previstos em lei, com respeito ao sigilo e às garantias legais.
Durante o protesto, faixas com mensagens como “Justiça pelo Orelha” e “Chega de maus-tratos” foram exibidas em frente ao prédio do TJSC. Para os participantes, o caso chama atenção para a discussão sobre violência contra animais e a necessidade de políticas públicas de prevenção.
Novos atos semelhantes estão previstos em outras cidades de Santa Catarina, como Chapecó, e também em capitais e municípios de outros estados. Em Porto Alegre, um protesto está programado para o dia 1º de fevereiro, nos Arcos da Redenção.
O caso também gerou manifestações nas redes sociais por parte de políticos, artistas e ativistas da causa animal. Em Santa Catarina, o governador Jorginho Mello sancionou recentemente a Política Estadual de Proteção e Reconhecimento do Cão e Gato Comunitário, que estabelece diretrizes para animais sem tutor definido.
A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil. Os celulares dos quatro adolescentes investigados foram apreendidos para análise. Dois deles, que estavam em viagem ao exterior, retornaram ao Brasil nesta quinta-feira (29) e se encontram em Florianópolis para prestar esclarecimentos. O inquérito corre sob sigilo, conforme determina a legislação.

