Um policial civil lotado em Palhoça, na Grande Florianópolis, foi preso preventivamente nesta terça-feira (24) acusado de aplicar golpes milionários que incluíam furto de criptomoedas, empréstimos fraudulentos e lavagem de dinheiro. A apuração jornalística é exclusiva do Jornal Razão.
Leon Martim da Rocha Santos foi detido pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI/DEIC) com apoio da Corregedoria da Polícia Civil.
Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, a investigação teve início na Delegacia de Polícia de Palhoça, após a corporação tomar conhecimento dos supostos desvios praticados pelo servidor. O caso foi então encaminhado à DEIC, onde foram confirmadas as práticas criminosas. A Justiça, por meio do Juízo de Garantias de São José, deferiu a prisão preventiva e outras medidas cautelares, além de dois mandados de busca e apreensão.
Furto de bitcoins e golpes contra vítimas da própria delegacia
Conforme apurado pelo Jornal Razão, entre os crimes atribuídos ao policial civil estão furto qualificado mediante fraude eletrônica, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Entre os episódios investigados está o furto de bitcoins, através de uma carteira digital acessada indevidamente. O rastreamento de ativos digitais confirmou a movimentação dos valores para contas vinculadas a familiares do investigado.
A investigação também aponta que o policial pode ter utilizado dados pessoais de pessoas que procuravam a delegacia para registrar ocorrências e, com essas informações, realizado empréstimos fraudulentos em nome das vítimas.
Foram apreendidas maquininhas de cartão na residência do investigado. O prejuízo total estimado pode ultrapassar R$ 1.000.000,00.
Preso e encaminhado ao Presídio da Capital
O mandado de prisão preventiva foi cumprido na própria delegacia onde o policial civil atuava. Após as formalidades de praxe, Leon Martim da Rocha Santos foi encaminhado ao Presídio da Capital, onde permanece à disposição da Justiça.
A investigação segue em andamento na DRCI/DEIC. A Polícia Civil apura se há outras vítimas dos golpes praticados pelo servidor. O caso tramita sob sigilo no Juízo de Garantias de São José.

