A morte do motociclista Ricardo de França da Silva, de 38 anos, na BR-470 em Apiúna, não foi um acidente. A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu que Ricardo foi atingido por um carro segundos antes de colidir com um caminhão na pista contrária e morrer na hora. O motorista do veículo, um funcionário público da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Apiúna que dirigia um carro da frota municipal, foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil. A informação foi divulgada pela Polícia Civil na noite desta segunda-feira (6).
O caso aconteceu na tarde do dia 28 de março de 2025, no trecho de Apiúna da BR-470. Inicialmente, a ocorrência foi registrada como um acidente de trânsito: Ricardo trafegava de motocicleta pela rodovia quando perdeu o controle, foi projetado para a pista contrária e atingido em cheio por um caminhão. A morte foi instantânea.
Após a colisão, a motocicleta pegou fogo e as chamas se espalharam pelo caminhão, que ficou completamente destruído. O motorista do caminhão conseguiu sair sem ferimentos. Foram necessários cerca de 3 mil litros de água para combater o incêndio.
Câmeras, perícia e depoimentos mudaram tudo
O que parecia ser uma fatalidade no trânsito ganhou novos contornos quando a Polícia Civil passou a analisar imagens de câmeras de segurança do local, cruzando com depoimentos de testemunhas e laudos periciais. A investigação revelou que, segundos antes da batida contra o caminhão, a motocicleta de Ricardo havia sido atingida por um carro, o que provocou a perda de controle e o lançou para a pista contrária.
As apurações mostraram ainda que o motorista do carro havia cortado a frente de Ricardo minutos antes do acidente, o que gerou uma discussão entre os dois no trânsito. A briga evoluiu até o momento em que o condutor do veículo atingiu a moto de Ricardo de forma intencional.
No avanço das investigações, a Polícia Civil identificou que o automóvel envolvido fazia parte da frota oficial da Prefeitura Municipal de Apiúna e era conduzido por um servidor da Secretaria de Saúde. O suspeito foi indiciado por homicídio qualificado em razão de motivo fútil.
O caso e todas as evidências foram encaminhados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público de Santa Catarina para as medidas legais cabíveis.
Família já apontava homicídio desde o início
Na época do acidente, familiares de Ricardo já contestavam publicamente a versão de acidente. Em entrevista ao Portal O Município, os parentes afirmaram que as imagens das câmeras de segurança mostravam com clareza que Ricardo havia sido vítima de um assassinato, versão que agora foi confirmada pela conclusão da Polícia Civil.

