Na tarde desta sexta-feira (25), ocorreu no Fórum da Comarca de São João Batista o julgamento do acusado de ter cometido abuso sexual contra uma criança de apenas três anos no município de Major Gercino.
O caso ocorreu no mês de maio deste ano e revoltou a população da região. O processo corre em segredo de justiça, porém, de acordo com informações, o acusado foi condenado a 16 anos de prisão.
Desta forma, o acusado segue preso preventivamente no Presidio Regional de Tijucas, onde deverá permanecer até que se esgotem todas as possibilidades de recursos.
Relembre o Caso:
No dia 19 de maio foi registrada uma denúncia de abuso sexual contra uma criança de apenas 03 anos de idade na cidade de Major Gercino. De acordo com Mariza, Conselheira Tutelar do município, ela foi acionada a comparecer na escola Monsenhor José Locks, segundo a conselheira, a pessoa responsável por acolher a criança na chegada da escola percebeu que a criança estava atrasada, pois, diariamente ela chega na escola cerca de uma hora antes do início das aulas.
Com isso, foi entrado em contato com outros alunos de outra escola para verificar se os mesmos já haviam chegado na escola, e a criança vítima do abuso acabou chegando meia hora após, apresentava comportamento diferente do que é comum para aquela criança.
O suspeito de ter realizado o abuso seria o motorista que presta serviços a uma empresa terceirizada para o transporte escolar.
Segundo consta em Boletim de Ocorrência (BO), a criança chegou atrasada à escola Monsenhor José Locks, onde estuda, e se comportava de maneira diferente do habitual. Funcionários notaram que ela estava vermelha, bebia muita água e não sentava na cadeira. A criança então reclamou de dor e contou à professora sobre o abuso sofrido.
Diante dos fatos, o conselho tutelar acompanhou a família da criança até a delegacia para formalizar a denúncia, e logo após seguiram ao município de Brusque no IGP para realização de exame médico pericial, porém como os médicos eram homens a criança ainda abalada ficou nervosa e não deixou realizar o exame. Sensibilizados com toda situação, a criança foi deslocada até o hospital de São João Batista onde a equipe médica era composta por mulheres e a criança aceitou realizar o exame.
No dia de sua prisão, o suspeito viu a guarnição, tentou fugir, mas foi detido. Ao ser abordado, tentou tirar a própria vida com um estilete, cortando seu próprio pescoço.



