Ela tinha apenas seis anos de idade quando tudo começou. Um cara que era tido como um grande amigo da família, mas que na verdade seria responsável por fazer sua infância ser marcada para sempre como uma história de terror.
Joana Barreiros Santos, hoje formada em direito, afirma ter sido vítima dos abusos dos 6 aos 10 anos.
Enquanto isso, o acusado foi denunciado por outra vítima e iniciou-se um processo criminal, que está tramitando há mais de 10 anos.
A amizade entre as famílias era grande e jamais a mãe de Joana cogitaria que Célio Gomes, mais conhecido como Celinho da Vidraçaria, abusaria de uma criança. Muito menos de sua filha.
Quando Joana descobriu que, inocentemente, sua mãe iria defender o homem responsável por tirar sua inocência de forma tão vil e desprezível, Joana não aguentou e revelou os fatos que marcaram o que deveria ser a melhor fase de sua vida.
“Ele sempre passava a mão em mim. Começou tocando as partes íntimas, até que passou a fazer com que masturbasse ele. Me beijava na boca e chegou até a levar num motel”, conta a vítima.
Joana conta que não entendia o que estava acontecendo, mas colocou um ponto final na situação quando tinha 10 anos, quando se recusou a praticar os atos sexuais.
“Me encolhi toda. Estava no carro com ele, na época era de confiança da família e precisei de uma carona. Tinha só 10 anos. Tentou me agarrar, mas eu neguei. Mandou eu descer do carro, na chuva, e me largou ali mesmo”, desabafa.
A vítima relata que os abusos chegaram a acontecer na casa de sua mãe, dentro da própria casa do suspeito e até mesmo em um motel.
O processo que Célio já responde resultou em condenação de 13 anos de prisão. Todavia, é em primeira instância e cabe recurso em liberdade.
Joana registrou boletim de ocorrência para denunciar o caso as autoridades e já prestou depoimento ao Delegado.
“Espero que esse crápula seja preso e pague pelo que fez. Que ele nunca mais saia de dentro da cadeia, porque até hoje tem vítima que, assim como eu, não se recuperou”, diz.
Apesar da gravidade dos fatos, Celinho continua trabalhando como vidraceiro e age como se nada tivesse acontecido. Antes de publicarmos essa matéria, ligamos para a casa de Célio e simulamos pedir um orçamento. Prontamente pediu informações sobre o trabalho e disse que está executando, sem problemas. Todavia, quando questionamos sobre as denúncias, disse apenas que “não tem nada o que falar”.
“A gente se preocupa porque sabe que ele ainda entra na casa das famílias, pois trabalha instalando vidros. Quantas outras vítimas será que ele não fez ou ainda pensa em fazer?”, finaliza Joana.
O Delegado de Tijucas, Dr. Aderlan, afirmou que está instaurando inquérito para investigar esta e possíveis novas denúncias.



