“O pit bull quase matou meu pai”, desabafa filho após idoso ser atacado enquanto trabalhava em Joinville

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AVISO: A MATÉRIA CONTÉM IMAGENS FORTES!

O que era pra ser apenas mais uma manhã comum de serviço se transformou em uma cena de terror para Sebastião Carlini, de 70 anos, morador de Joinville, no Norte de Santa Catarina. O idoso, que trabalha para uma empresa terceirizada da Celesc realizando a leitura de medidores de energia, foi brutalmente atacado por um pit bull por volta das 7h da manhã de sexta-feira (6), no bairro Boehmerwald.

Segundo o relato do filho, Sebastião estava sozinho executando o trabalho quando o cão pulou o muro da residência e avançou de forma violenta, sem qualquer aviso ou sinal de perigo. O ataque foi tão agressivo que o idoso teve os braços dilacerados, com perda de tecidos e tendões, além de múltiplas mordidas nas pernas. Ele foi jogado ao chão e ficou ali, ensanguentado e à mercê da própria sorte, até que vizinhos ouviram os gritos e correram para ajudar.

Um dos moradores tentou conter o pit bull com uma barra de ferro, mas também acabou sendo mordido por outro cão de menor porte, que escapou pelo portão da mesma casa. A ação dos vizinhos, mesmo com risco à própria integridade, foi fundamental para impedir um desfecho ainda mais trágico. Momentos depois, o tutor do animal finalmente saiu da casa, retirou o cachorro e o trancou. Em seguida, o vizinho colocou Sebastião dentro de seu carro particular e o levou às pressas até o Pronto Atendimento da Zona Sul de Joinville.

Dada a gravidade dos ferimentos, Sebastião precisou ser transferido imediatamente ao Hospital Municipal São José, onde passou por cirurgia e permanece internado em estado grave, entubado, conforme informou a própria família. Segundo boletim médico e relatos de pessoas próximas, o braço direito da vítima pode ficar permanentemente comprometido.

“Ele perdeu muito tecido, os tendões foram arrancados. Talvez nunca mais consiga mexer esse braço”,

contou o filho, em tom de desespero.

A Celesc, por meio de nota oficial, informou que está acompanhando o caso e prestando suporte à família por intermédio da empresa prestadora de serviço. A companhia também destacou que o colaborador estava devidamente autorizado e fardado no momento do ataque.

A família afirma que, até agora, não registrou boletim de ocorrência, pois está concentrada na recuperação de Sebastião, mas que pretende tomar as medidas legais assim que possível. Ainda conforme o filho, os tutores do cachorro chegaram a comparecer ao hospital após o ocorrido e se colocaram à disposição, mas até o momento nenhuma providência concreta foi tomada.

O caso expõe uma discussão recorrente sobre a responsabilidade de tutores de cães de grande porte, especialmente os da raça pit bull, conhecidos pelo porte físico e potência mandibular.

“Meu pai só estava trabalhando. Ele não provocou o animal, não invadiu nada. Foi atacado porque o cachorro estava solto e pulou o muro. Isso não pode ficar por isso mesmo”,

desabafou o filho.

A cena do ataque, conforme testemunhas, foi descrita como “violenta e desesperadora”. Moradores relataram gritos de dor e tentativas aflitas de socorro até a chegada de ajuda.

“Nunca vi algo assim. Ele já estava inconsciente quando conseguimos afastar o cão”,

disse um vizinho que presenciou tudo.

Sebastião é descrito como um homem trabalhador, tranquilo e querido pelos colegas. A família teme que ele fique com sequelas permanentes.

“É revoltante. Um senhor de 70 anos, em plena atividade, ser atacado dessa forma. Queremos justiça”,

concluiu o filho, que agora busca apoio para que o caso chegue às autoridades competentes.

O Conselho Municipal de Proteção Animal e órgãos como a Polícia Civil e o Ministério Público de Santa Catarina ainda não se pronunciaram oficialmente. A família aguarda orientações legais para levar o caso adiante.

Resumo do caso:

  • Vítima: Sebastião Carlini, 70 anos, trabalhador terceirizado da Celesc
  • Data: sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
  • Local: Bairro Boehmerwald, Joinville (SC)
  • Ataque: Pit bull pulou o muro e agrediu a vítima de forma violenta
  • Ferimentos: Braços dilacerados, mordidas nos membros inferiores, perda de tecido e tendões
  • Situação atual: Internado em estado grave, entubado no Hospital Municipal São José
  • Socorro: Prestado por vizinho, que também foi mordido
  • Posicionamento da Celesc: Acompanhamento e suporte à família
  • Tutores do cão: Dormiam no momento do ataque, mas foram ao hospital depois
  • Providências legais: Ainda não há boletim de ocorrência registrado

Caso você testemunhe ou tenha registros sobre o ocorrido, a família pede que entre em contato para auxiliar na responsabilização dos envolvidos. O relato completo já foi apresentado informalmente à imprensa e deve ser oficializado em breve.

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