O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou os envolvidos em uma série de crimes violentos que chocaram moradores de Ituporanga, no Alto Vale do Itajaí. Entre os episódios mais brutais investigados está o momento em que assaltantes derramaram álcool sobre uma criança de cinco anos e uma mulher, ameaçando atear fogo caso a família não entregasse dinheiro e armas.
A denúncia, apresentada pela 3ª Promotoria de Justiça da comarca, inclui crimes como roubos majorados, tentativas de latrocínio e corrupção de menor. Os dois adultos denunciados seguem presos preventivamente, enquanto o adolescente envolvido está internado provisoriamente.
Segundo as investigações, a sequência de crimes ocorreu em 22 de abril e se estendeu ao longo de todo o dia, com invasões a propriedades rurais marcadas por violência extrema, ameaças e vítimas feitas reféns.
Armados, os criminosos renderam moradores, amarraram vítimas, fizeram ameaças de morte e utilizaram famílias como escudos humanos. Dinheiro, joias, armas e outros bens foram levados.
Álcool no corpo
Em um dos ataques, uma mulher teve álcool jogado sobre o corpo enquanto era ameaçada para que o marido revelasse onde guardava dinheiro e armamentos.
Em outra residência, o terror foi ainda maior: uma criança de cinco anos teve uma arma apontada para a cabeça e também foi alvo da intimidação com álcool derramado sobre o corpo.
As investigações apontam ainda que os assaltantes recebiam orientações em tempo real de um comparsa, por chamadas de vídeo, mensagens e ligações, que indicava alvos e auxiliava na execução dos crimes.
Na fuga, os suspeitos chegaram a disparar contra pessoas que tentavam acompanhá-los. Horas depois, ainda cometeram outro roubo, levando motocicleta, celular, roupas e calçados após render mais uma vítima.
A ação conjunta das polícias Civil e Militar levou à prisão dos envolvidos, recuperação de parte dos bens roubados e apreensão de armas, munições e celulares usados no crime.
De acordo com o Ministério Público, dois dos acusados estavam em saída temporária do Presídio Regional de Blumenau quando os crimes ocorreram. O caso segue em segredo de Justiça.
