Empresário é preso em Bombinhas ao tentar fugir em lancha durante operação contra o PCC

Share

A Polícia Federal prendeu na última quinta-feira (28) o empresário Rafael Renard Gineste, de 45 anos, durante a deflagração da Operação Tank, que mira um esquema de lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A captura aconteceu em Bombinhas, no Litoral Norte de Santa Catarina, quando Gineste tentou fugir em uma lancha de luxo e foi rendido ao tentar descartar um celular no mar.

Quem é Rafael Renard Gineste

Gineste é sócio-administrador da F2 Holding Investimentos Ltda e, segundo as investigações, atuava no núcleo financeiro da organização criminosa. O papel dele seria central: movimentar grandes volumes de dinheiro ilícito por meio de empresas de fachada, holdings e postos de combustíveis, além de fundos de investimento usados para dar aparência de licitude ao capital.

De acordo com informações, a estratégia teria injetado, no mínimo, R$ 1 bilhão em espécie em 46 postos de combustíveis localizados em Curitiba, cidade onde o empresário mantém residência.

Histórico de condenação

O nome de Gineste já era conhecido da Justiça. Em 2016, ele foi condenado a quatro anos e oito meses de prisão pelo juiz Juliano Nanuncio, da 3ª Vara Criminal de Londrina, no âmbito da Operação Publicano, conduzida pelo Ministério Público do Paraná. Na ocasião, ele foi acusado de pagar propina a auditores da Receita Estadual, figurando entre os 42 réus condenados naquele processo.

A operação

A Operação Tank, realizada pela Polícia Federal em conjunto com a Receita Federal, tinha como objetivo cumprir 14 mandados de prisão. Apesar das prisões, oito alvos considerados de alta relevância conseguiram escapar, incluindo o líder Mohamad Hussein Mourad e seu parceiro Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco. A PF investiga um possível vazamento de informações, já que bens desapareceram de algumas residências alvo antes da chegada das equipes.

Até o momento, cinco pessoas foram presas em diferentes locais do país. O grupo criminoso usava fintechs e empresas na região da Faria Lima, em São Paulo, para movimentar valores milionários e disfarçar a origem ilícita.

Prisão em Santa Catarina

Gineste foi detido a cerca de 250 quilômetros de sua residência em Curitiba, no momento em que tentava escapar pelo mar em Bombinhas. O empresário será processado por lavagem de dinheiro, participação em organização criminosa e adulteração de combustíveis.

A defesa de Rafael Renard Gineste não foi localizada até o fechamento da reportagem.

Read more

Mais notícias da região