A Praia do Rosa Norte, em Imbituba (SC), foi palco de uma discussão acalorada entre surfistas e pescadores na tarde desta terça-feira (10). O motivo? O mar estava de ressaca, sem condição de pesca, mas mesmo assim os surfistas foram impedidos de entrar na água.
A situação gerou revolta. Surfistas alegam que, em dias como esse, existe um “acordo informal” para liberar o surfe, já que os barcos não conseguem operar. Só que, dessa vez, o clima esquentou. E como dizem por aí: o bambu cantou.
Nas redes sociais, vídeos e comentários relatam o atrito entre os dois lados. “O mar estava impossível pra pesca. E mesmo assim não deixaram ninguém surfar. Isso é egoísmo”, reclamou um dos frequentadores.
Outro internauta foi mais direto: “Eles acham que são donos da praia. Querem pescar e vender caro, mas esquecem que sem o povo pra puxar a rede, nem peixe pega.”
O surfe na Praia do Rosa é tradicional, mas durante a temporada da tainha — que vai de maio a julho — há uma série de restrições. A pesca artesanal da tainha é protegida por lei em Santa Catarina, e a prioridade do mar é dos pescadores. No entanto, quando o mar está impraticável para a pesca, costuma haver tolerância para o surfe. Só que, ontem, isso não aconteceu.
A briga foi apenas verbal, mas o atrito expôs um conflito que se repete todos os anos em várias praias do litoral catarinense. E que ainda parece longe de uma solução definitiva.
Imbituba amanheceu com ressaca — e rescaldo da discussão ainda ecoando pelas areias do Rosa.
