‘Amarrados com fita nas cadeiras’: pais denunciam violência contra crianças em escola em Chapecó

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Pais de alunos da Escola de Educação Básica Bom Pastor, em Chapecó, denunciaram nesta semana que crianças do 2º ano do ensino fundamental teriam sido amarradas com fita adesiva nas cadeiras dentro da sala de aula. Os relatos vieram a público na quinta-feira (9), conforme divulgado pelo portal Oeste Mais, e incluem episódios de intimidação e constrangimento que teriam levado os alunos a desenvolver medo de ir à escola. O caso está sendo apurado pela Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina.

Segundo os pais, as suspeitas começaram quando as crianças passaram a apresentar mudanças bruscas de comportamento: choro frequente, resistência em ir à aula e sinais de medo. Em conversas entre os responsáveis, surgiram relatos preocupantes, alunos que evitavam se levantar da cadeira ou pedir para ir ao banheiro por receio de serem punidos.

Uma das mães contou que, ao questionar o filho sobre o que acontecia na escola, o menino entrou em desespero. De acordo com os depoimentos colhidos entre os pais, além da contenção com fita adesiva, também teriam ocorrido situações de constrangimento e intimidação dentro da sala de aula.

Escola diz que acionou os órgãos competentes

Diante das denúncias, as famílias procuraram a direção da unidade escolar. A escola informou que já estava ciente dos fatos e que havia acionado a Coordenadoria Regional de Educação (CRE) e o Núcleo de Educação e Prevenção às Violências na Escola (Nepre), estruturas vinculadas à rede estadual de ensino. A direção afirmou que acompanha o caso e que medidas estão sendo adotadas.

A Secretaria de Estado da Educação confirmou que está apurando a situação e informou que uma equipe especializada foi mobilizada para acolhimento dos envolvidos. A pasta declarou que “repudia qualquer tipo de violência no ambiente escolar“.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre quantas crianças teriam sido afetadas, em quais circunstâncias exatas os episódios teriam ocorrido, nem se algum profissional foi afastado ou se houve abertura de procedimento disciplinar.

A apuração segue em andamento.

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