Um servidor da Prefeitura de Blumenau, no Vale do Itajaí, foi detido na noite deste sábado (18) suspeito de atropelar intencionalmente dois motociclistas após uma briga de trânsito. O homem, de 43 anos, é funcionário concursado da Secretaria de Trânsito e Transportes, justamente o órgão responsável por zelar pela segurança viária na cidade. O teste do bafômetro confirmou a ingestão de bebida alcoólica.
Imagens de câmeras de segurança registraram a ação do servidor. As gravações mostram o homem conduzindo um Golf branco pela Rua Almirante Barroso, no bairro Vila Nova, quando atinge deliberadamente a primeira vítima, um motociclista de 50 anos. Em seguida, o veículo reaparece nas imagens e colide contra uma mulher que passava pelo local também de motocicleta.
Segundo a Polícia Militar, o servidor se envolveu em uma discussão com o primeiro motociclista. Irritado, ele teria usado o carro como arma para atingir o piloto propositalmente. Na sequência, ao tentar fugir do local, acabou colidindo contra a segunda vítima, que não tinha qualquer relação com a briga.
Motorista fugiu, mas foi localizado com carro sujo de sangue
Após os atropelamentos, o servidor foi abordado por populares, mas conseguiu deixar o local antes da chegada da polícia. Os agentes, no entanto, o localizaram pouco depois no bairro Fortaleza. O Golf apresentava marcas de sangue na lataria e o para-brisa estava quebrado.
O teste do etilômetro realizado pela Guarda Municipal de Trânsito confirmou que o motorista havia ingerido bebida alcoólica. Ele foi encaminhado à delegacia.
As duas vítimas dos atropelamentos receberam atendimento no local e foram encaminhadas a hospitais de Blumenau. O estado de saúde delas não foi detalhado pelas autoridades.
Prefeitura abriu procedimento interno
A Prefeitura de Blumenau confirmou que o suspeito é servidor de carreira, concursado como agente administrativo na Secretaria de Trânsito e Transportes, e que ele não estava em horário de serviço no momento dos fatos.
Em nota, a secretaria informou que “iniciou o procedimento interno para averiguar a conduta do servidor e tomar as providências cabíveis”.
A reportagem tentou contato com a Polícia Civil, mas não obteve retorno até a última atualização desta publicação.

