Em meio à repercussão do vídeo divulgado por um vereador de Joinville (SC) e um pré-candidato a deputado estadual com críticas à comunidade do Morro do Mocotó, em Florianópolis (SC), o desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, João Marcos Buch, publicou um vídeo nas redes sociais no qual faz considerações sobre a comunidade. Ele não citou diretamente o conteúdo do vídeo político nem mencionou os autores das declarações, mas a manifestação ocorreu durante um período de forte polêmica envolvendo o morro.
No vídeo, gravado no próprio gabinete, com vista para o Morro do Mocotó, o desembargador se apresenta e afirma que convive diariamente com a paisagem da comunidade. Ele relata que já esteve diversas vezes no morro e diz que, nessas visitas, encontrou acolhimento, cultura e convivência pacífica entre os moradores.
Durante a fala, Buch afirma que, na avaliação dele, a violência não está diretamente ligada à pobreza, mas sim à concentração de renda. Segundo o desembargador, essa percepção foi construída a partir de sua vivência profissional e pessoal. Ele também declara que, no Morro do Mocotó, encontra “muita paz”, em contraponto a discursos que associam automaticamente comunidades periféricas à violência.
Em outro trecho, o magistrado afirma ter encontrado bondade nas pessoas que vivem no local e encerra o vídeo direcionando uma mensagem à comunidade, dizendo que o Morro do Mocotó ocupa um lugar especial em sua vida. A publicação ocorreu no mesmo período em que o vídeo político gerava reações de moradores, denúncias às autoridades e intenso debate nas redes sociais.
Até o momento, o desembargador não comentou publicamente se o vídeo foi motivado diretamente pela polêmica, limitando-se às declarações feitas na gravação publicada em seu perfil.

