Na tarde desta quarta-feira (23), uma cena carregada de emoção marcou o bairro Barranca, em Araranguá, no Sul de Santa Catarina. Aos 82 anos, dona Maria Corrêa decidiu reviver um costume que havia deixado para trás há mais de seis décadas: a travessia do Rio Araranguá em um pequeno barco a remo.
Segundo familiares, na juventude, Maria fazia a travessia diariamente, seja para trabalhar, visitar parentes ou cumprir tarefas da rotina simples de quem cresceu às margens do rio.
Agora, 65 anos depois, ela voltou a embarcar nas mesmas águas, com a tranquilidade de quem reencontra uma velha memória. A travessia foi acompanhada de perto por bombeiros militares, que garantiram a segurança com o auxílio de um jet ski e uma prancha de stand-up paddle.
Enquanto o barco avançava lentamente, familiares e amigos se reuniram na beira do rio. Muitos choraram. Outros aplaudiram. Todos estavam tomados pela emoção de ver dona Maria recriando um capítulo tão simbólico de sua própria história.
Para quem acompanhou de perto, o momento não foi apenas uma travessia. Foi também um reencontro com o passado, uma homenagem à força e à memória de uma mulher que viu o tempo passar, mas que jamais esqueceu de onde veio.
