Uma moradora da Ilha da Magia viralizou nas redes sociais após fazer uma denúncia no mínimo inusitada.
A mulher procurou a página “Floripa Mil Grau” para reclamar do serviço de um açougue do Norte da Ilha, em Florianópolis.
De acordo com o relato da mulher, ela considerou um absurdo a carne adquirida no açougue ter vindo com sangue.
“Comprei uma peça de maminha no açougue e chegando em casa, comecei a assar a carne e estava saindo um líquido estranho dela. Era SANGUE. Isso mesmo, me deram carne ainda com sangue”, diz ela.
Ainda segundo a mulher, os funcionários riram da situação quando ela retornou ao estabelecimento para reclamar. Ela ainda afirma que fez um barraco no local.
A Vigilância Sanitária foi acionada, mas a mulher diz que “cagaram” para a denúncia.
O caso foi levado às redes sociais pela página Floripa Mil Grau em tom de humor, já que a situação é completamente normal e, na verdade, geralmente, o líquido não é sangue. Quase todo o sangue que corre nas veias e artérias de uma vaca jamais chega ao açougue.
Logo após o abate do animal, o sangue é escoado, sobrando muito pouco no coração e pulmões, partes da vaca que sequer chegam às mesas (exceto em casos muito específicos). O sangue é vermelho porque contém a proteína chamada hemoglobina, presente apenas no tecido sanguíneo. Já a cor vermelha da carne que comemos não é por causa da hemoglobina, e sim, da mioglobina.
Filé mignon, contra-filé, alcatra, picanha, fraldinha, tudo isto é músculo. Músculo não tem hemoglobina, mas tem mioglobina, que também dá a coloração vermelha à carne. A hemoglobina é uma proteína presente no sangue e que define sua cor, contém ferro e leva do pulmão o oxigênio necessário aos movimentos para os tecidos musculares. Nos músculos, também há outra proteína, chamada mioglobina, que ajuda a manter o oxigênio, sendo esta proteína responsável pela cor vermelha da carne.
