A incidência de cigarrinhas-do-milho nas lavouras catarinenses apresentou redução de 14,3% em comparação com a semana anterior. Segundo o Programa Monitora Milho SC, a média de infestação recuou para 120 cigarrinhas por local monitorado.
A queda é ainda mais expressiva quando comparada ao pico registrado há quatro semanas, quando a média estadual atingiu 180 insetos por armadilha, o maior índice desta safra.
A pesquisadora da Epagri/Cepaf Maria Cristina Canale, responsável pelo Programa Monitora Milho SC, comemorou o resultado. “Embora o número ainda seja elevado, é importante planificar o período de entressafra. Quanto menos insetos estiverem no ambiente ao final da safrinha, melhor”, afirmou.
Segundo Maria Cristina Canale, a maioria das lavouras já se encontra no período reprodutivo, ou seja, passou pela fase crítica das infecções. “Como as plantas não estão na fase mais severa para a transmissão de enfezamentos, o impacto na produtividade tende a ser pequeno”, destacou a pesquisadora.
Municípios com maiores índices
Os sete municípios com maiores índices de infestação foram Jacinto Machado, no Sul do Estado, São José do Cerrito, no Planalto Sul, além de Campos Novos, Arroio Trinta, Guatambu, Irati e Guaraciaba, no Grande Oeste catarinense.
As infecções pelos vírus do rayado-fino e do mosaico estriado se concentraram em lavouras do Planalto Sul e do Oeste, nas cidades de São José do Cerrito, Irati, Bom Jesus do Oeste e Tunápolis. Em Guatambu, as amostras também detectaram a presença da bactéria do espiroplasma do enfezamento pálido.
O Programa Monitora Milho SC continua acompanhando a evolução da praga nas diferentes regiões do Estado. A tendência de queda nos índices será reavaliada nas próximas semanas, especialmente nos municípios que ainda registram alta infestação.

