Florianópolis declara guerra ao comércio ilegal de cães e gatos; multa chega a R$ 10 mil por animal

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A Câmara Municipal de Florianópolis aprovou, em segunda votação, o Projeto de Lei Complementar nº 1937/2023, de autoria da vereadora Pri Fernandes (PSD), que restringe a comercialização de cães e gatos na capital catarinense. O texto, que ainda aguarda a sanção do prefeito Topázio Neto (PSD), tem como objetivo combater o comércio clandestino e reforçar a fiscalização sobre criadores.

Venda apenas com registro autorizado

Se a proposta for sancionada, ficará proibida a venda, compra, troca ou negociação de cães e gatos entre pessoas físicas, em lojas não credenciadas, feiras ou plataformas digitais. A comercialização será permitida somente para criadores profissionais devidamente registrados, que possuam CNPJ, alvará de funcionamento e inscrição no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV).

A medida altera a Lei Complementar nº 383/2010, que trata do bem-estar animal, e acrescenta o artigo 8º-A, determinando sanções mais rigorosas a quem negociar animais de forma irregular.

Multas e reforço na fiscalização

Quem for flagrado vendendo animais sem autorização poderá pagar multa de até R$ 10 mil por animal, com o valor destinado à Diretoria de Bem-Estar Animal (Dibea). A fiscalização ficará sob responsabilidade da Dibea e da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, que poderão realizar vistorias, aplicar penalidades e receber denúncias.

Em caso de reincidência, as multas poderão ser aumentadas.

Combate aos maus-tratos e incentivo à adoção

Segundo a vereadora Pri Fernandes, o objetivo é conter o comércio irregular e evitar práticas de maus-tratos e abandono.

“A venda clandestina de filhotes, muitas vezes mantidos em condições precárias, tem contribuído para o aumento do abandono. Essa lei não pune quem trabalha dentro das regras, mas quem explora os animais de forma cruel”, explicou a parlamentar.

Ela reforçou que criadores regularizados não serão prejudicados, já que o projeto visa apenas as práticas informais.

Adoção segue liberada

A proposta não altera os programas de adoção gratuita realizados pela Dibea e por organizações não governamentais. A adoção sem fins lucrativos continua liberada, desde que o novo tutor assuma o compromisso de cuidar e garantir o bem-estar do animal.

Próximos passos

O projeto segue para sanção do prefeito Topázio Neto. Caso seja aprovado sem vetos, Florianópolis se tornará uma das primeiras capitais brasileiras a proibir o comércio informal de pets, ao mesmo tempo em que regulamenta o trabalho dos criadores profissionais.

Lei que proíbe a venda de cães e gatos em Florianópolis
Baseado no Projeto de Lei Complementar nº 1937/2023, aprovado pela Câmara Municipal.

O que a nova lei proíbe?


Proíbe a comercialização de cães e gatos entre particulares, incluindo compra, venda, troca, permuta ou qualquer tipo de negociação — seja presencial ou online.

Onde essa proibição vale?


Em todo o território de Florianópolis, tanto em lojas físicas quanto em redes sociais, sites e plataformas de vendas.

Quem descumprir pode ser punido?


Sim. A multa é de R$ 10 mil por animal vendido ou anunciado de forma irregular. O valor arrecadado será destinado à Diretoria de Bem-Estar Animal (Dibea).

Criadores profissionais podem continuar vendendo?


Sim. Criadores profissionais devidamente registrados e que cumpram todos os requisitos legais (CNPJ, alvará, licença sanitária e registro no CRMV ou MAPA) estão liberados para comercializar.

Esses criadores podem anunciar nas redes sociais?


Sim. Desde que estejam regularizados e atuem de forma transparente, os criadores podem divulgar seus animais em redes sociais, sites e outros meios de comunicação.

O que está proibido para quem não é regulamentado?

  • Anunciar cães ou gatos para venda, mesmo que não finalize a transação;
  • Vender ou trocar animais em feiras, grupos de WhatsApp, Instagram, OLX ou qualquer plataforma online;
  • Receber dinheiro, brindes ou produtos em troca de filhotes.

Adoção de animais continua permitida?
Sim. A adoção gratuita e sem fins

lucrativos segue permitida e incentivada. A intenção da lei é combater o comércio, não as ações de resgate e adoção.

A lei já está em vigor?


Ainda aguarda sanção do prefeito Topázio Neto (PSD). Após a publicação no Diário Oficial, entrará em vigor imediatamente.

Quem vai fiscalizar?


Dibea e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente serão responsáveis por fiscalizar e aplicar multas, com apoio de denúncias da população.

Qual o objetivo principal da medida?
Combater o comércio clandestino, evitar maus-tratos e reduzir o abandono de animais, incentivando a adoção responsável e o controle ético da reprodução.

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