Uma ocorrência chocante marcou o primeiro dia de janeiro na Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis.
O Jornal Razão apurou com exclusividade os bastidores do caso. Nesta quinta-feira, 1º de janeiro, um homem caiu da estrutura após gritar “vou embora, uhul!”. O caso é tratado oficialmente como tentativa de suicídio, mas nenhuma hipótese é descartada.
O socorro foi acionado e encontrou guarda vidas civis e populares que já haviam retirado o homem da água, prestando auxílio na faixa de areia.
A vítima apresentava quadro clínico grave e foi classificada como afogamento grau 4. O atendimento contou com apoio do SAMU, que conduziu o homem ao Hospital Governador Celso Ramos, onde ele permaneceu sob cuidados médicos.
Conforme informações apuradas no local, o homem estava acompanhado de um colega de trabalho, ambos do Rio Grande do Sul. O amigo relatou que a vítima havia perdido a mãe recentemente e demonstrava profundo abalo emocional. No dia anterior, os dois teriam consumido bebida alcoólica e ido até a ponte, sem imaginar o desfecho.
Segundo avaliação médica inicial, há expectativa de sobrevivência, apesar de o tratamento ser considerado complexo. O estado de saúde segue em acompanhamento.
Entenda melhor a situação clínica
Segundo as informações apuradas pelo Jornal Razão, a vítima foi enquadrada como afogamento grau 4, classificação usada quando há comprometimento sério da respiração e do funcionamento do organismo. Nessa condição, a pessoa pode apresentar falta de ar intensa, confusão, vômitos e risco de lesões pulmonares, exigindo atendimento médico imediato.
Após ser retirada da água, o homem apresentava sinais claros de debilidade física, o que motivou o encaminhamento urgente ao hospital. No Hospital Governador Celso Ramos, ele permaneceu sob observação médica, com suporte respiratório e monitoramento constante.
A avaliação inicial indicou possibilidade de sobrevivência, porém com um tratamento complexo, que pode envolver dias de internação, exames frequentes e acompanhamento para evitar complicações respiratórias e infecciosas comuns em casos de afogamento grave.
O estado de saúde inspira cuidados, mas não houve indicação de risco imediato de morte após a chegada ao hospital. O caso segue sendo acompanhado pela equipe médica.
Graus de risco em casos de afogamento
- Grau 1: tosse, sem alteração respiratória significativa. A vítima está consciente e respirando adequadamente.
- Grau 2: estertores leves e dispneia discreta, indicando início de dificuldade respiratória.
- Grau 3: edema agudo de pulmão moderado, com comprometimento respiratório importante.
- Grau 4: edema agudo de pulmão grave, quadro crítico que exige internação e tratamento intensivo.
- Grau 5: parada respiratória, situação de extrema gravidade.
- Grau 6: parada cardiorrespiratória, com risco iminente de morte.
