‘Ele só queria voltar pra casa’: trabalhador morto em Itajaí foi atropelado por bêbada

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O relógio marcava pouco antes das 23h quando a vida de Everton John de Souza Barroso, de 38 anos, parou bruscamente na noite de segunda-feira (20), em Itajaí.

O vigilante voltava do trabalho em sua motocicleta quando foi atingido frontalmente por um carro que trafegava na contramão. O impacto foi devastador. Ele morreu ainda no local, antes mesmo da chegada do socorro.

O veículo envolvido era um Ford Focus prata, conduzido por Alessandra Paulin, de 44 anos, moradora do mesmo bairro. Ela é natural de Foz do Iguaçu (Paraná).

A Polícia Militar registrou que a motorista apresentava sinais claros de embriaguez — fala alterada, desequilíbrio e hálito etílico —, além de garrafas de bebidas encontradas dentro do carro. Ela se recusou a fazer o teste do bafômetro e acabou presa em flagrante por homicídio culposo e embriaguez ao volante. Não houve arbitramento de fiança por parte da Polícia Civil, e Alessandra foi encaminhada ao Presídio Feminino de Itajaí.

A tragédia aconteceu na Rua Luiz Lopes Gonzaga, no bairro São Vicente, em frente ao Gomes Veículos. Everton voltava de mais um dia de trabalho na área de prevenção de perdas das lojas Havan, profissão que exercia com dedicação, segundo colegas.

Amigos e familiares se uniram nas redes sociais para tentar ajudar a família a custear o velório. A enteada dele, Emanuela dos Santos Mendonça, abriu uma vaquinha solidária para arrecadar o valor necessário. “Minha mãe não paga plano funerário e o corpo ainda não foi liberado pelo IML. Precisamos de ajuda para realizar o velório e nos despedir com dignidade”, escreveu.

Nos comentários das postagens, o clima é de comoção. “Meu irmão, você não poderá ver minha formação. Prometeu que iria, mas eu irei me formar e lembrar de você”, escreveu Nathan Alves, enteado do vigilante. Outras mensagens de apoio e dor se multiplicam: “Deus conforte o coração de todos”, “Muito triste”, “Um homem bom, trabalhador e querido”.

Everton deixa um legado de carinho entre os que conviveram com ele. Era descrito como um homem calmo, prestativo e dedicado à família. Agora, a luta dos parentes é para garantir que ele tenha um enterro digno.

Quem quiser colaborar pode enviar qualquer valor para a chave Pix em nome de Emanuela dos Santos Mendonça (CPF 032.660.995-40).

Cada contribuição representa um gesto de solidariedade com uma família que perdeu não apenas um trabalhador, mas um homem de bem, vítima da irresponsabilidade de quem decidiu misturar álcool e direção.

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