Um vídeo divulgado nas redes sociais trouxe a público o depoimento de mulheres oriundas do Maranhão, Amapá e Pernambuco que admitiram participar de ocupações irregulares em terrenos da Grande Florianópolis. A gravação foi feita durante uma mobilização batizada de “Carlos Marighella”, organizada por grupos alinhados a movimentos de esquerda, e rapidamente gerou repercussão negativa nas redes sociais após ser divulgado pelo vereador Cryslan (NOVO).
A principal fala é de Elisama, natural de São Luís (MA), que afirmou viver há seis anos em Santa Catarina. Ela declarou ter passado dificuldades no início e hoje se apresenta como coordenadora de horta e auxiliar de cozinha dentro da ocupação. No relato, admitiu estar acampada com outras famílias e defendeu o ato como forma de reivindicar moradia.
Outras participantes, identificadas como Arice Selma e Elisabete Pacheira, do Amapá, e Claytiana, de Pernambuco, também confirmaram envolvimento na invasão. “A cidade é boa, mas quando a gente tenta conquistar algo importante, a gente é peitada, humilhada, criticada”, disse uma delas.
Ocupação sem autorização
As próprias entrevistadas reconheceram que entraram em áreas sem permissão legal. Nos vídeos, aparecem incentivando a continuidade da mobilização e afirmam que o terreno “pertence ao povo”. Bandeiras e cartazes com símbolos comunistas, além de frases como “ocupar é resistir”, foram registrados no local.
Apesar de alegarem que lutam por direitos, os relatos deixam claro que a ação ocorreu à margem da lei. Uma das mulheres chegou a afirmar: “Esse país é nosso, Florianópolis é parte do Brasil, então nos pertence também”, em referência à invasão.
Repercussão crítica
Nas redes sociais, a maioria das reações foi de indignação. Usuários apontaram que se trata de invasão de propriedade e cobraram providências imediatas do poder público. Muitos destacaram que há oportunidades de trabalho no estado e que a migração de famílias para ocupar áreas irregulares representa ameaça à ordem e ao direito de quem cumpre suas obrigações.
Comentários com teor duro dominaram as discussões: “O Sul não é lugar de desordem”, escreveu um internauta. Outro afirmou: “Nosso paraíso foi invadido e está sendo destruído”. Também surgiram críticas ao uso de crianças em vídeos de mobilização.

