Bandido morto no chão. Viatura cravejada de balas. Policiais militares expostos ao perigo real. Esse foi o cenário registrado na tarde de tensão vivida no Maciço do Morro da Cruz, em Florianópolis, após disparos contra equipes da Polícia Militar de Santa Catarina nas imediações do Tribunal de Justiça.
Segundo a PMSC, tudo começou nesta sexta-feira (27) durante uma abordagem na região da Silva Jardim. De acordo com o comando, tiros foram efetuados à distância contra os policiais que estavam em serviço. Um dos disparos atingiu uma viatura da corporação. Apesar do ataque direto, nenhum agente ficou ferido.
Com a confirmação dos tiros, a resposta foi imediata. A PMSC mobilizou várias guarnições e reforçou o patrulhamento no entorno da Passarela Negra, da região do Querido e nos fundos do Tribunal de Justiça. Enquanto a ocorrência se desenrolava nas partes baixas, comparsas armados passaram a atirar do alto do morro contra os policiais, ampliando o confronto.

Moradores relataram pânico. Houve quem precisasse se abaixar dentro de ônibus e se jogar ao chão para se proteger do fogo cruzado, enquanto viaturas chegavam em sequência e as equipes faziam a contenção da área para evitar que a situação se espalhasse para vias de grande circulação.
Imagens obtidas pelo Jornal Razão mostram as marcas dos disparos na viatura da PMSC, atingida durante o ataque. Os registros reforçam a versão oficial de que houve troca de tiros intensa, diferente de narrativas que circularam nas redes sociais negando o confronto.
Na ação, um suspeito foi neutralizado. Ele foi identificado como Washington Luiz Ferreira Inácio, conhecido como Gibi do Mocotó, natural de Florianópolis. Segundo a PMSC, ele tinha mais de 40 passagens policiais, era apontado como envolvido em diversos homicídios em Santa Catarina e possuía status de liderança na facção PGC. A corporação destacou que ele reagiu armado e que a intervenção ocorreu diante de agressão injusta e risco iminente às equipes.
Mesmo sob ataque vindo de pontos elevados da comunidade, as guarnições mantiveram a progressão tática. A Polícia Militar conseguiu localizar e prender comparsas que davam cobertura ao suspeito, além de apreender armas de fogo utilizadas na ofensiva contra os agentes.
A Polícia Científica foi acionada para realizar os procedimentos periciais no local. Apesar da intensidade da troca de tiros, felizmente, nenhum policial ficou ferido. Para a PMSC, a resposta rápida restabeleceu a ordem na região e representou mais um duro golpe contra a atuação do crime organizado na Capital catarinense.

