“Trenzinho da alegria” é alvo da PMSC após relatos de adolescentes em ‘trabalho escravo’

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A polícia apura uma denúncia de possível trabalho análogo à escravidão envolvendo quatro adolescentes, com idades entre 13 e 17 anos, que atuavam como personagens em um trenzinho da alegria no município de Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina.

O caso foi registrado após uma denúncia encaminhada ao Conselho Tutelar por meio do Disque 100. Conforme a informação recebida, os adolescentes estariam submetidos a ameaças e impedidos de manter contato com familiares durante as viagens realizadas com a atração, que circula por diferentes cidades.

Com apoio da Polícia Militar de Santa Catarina, equipes foram até o local e conversaram com os adolescentes. Segundo a PM, eles negaram agressões ou maus-tratos, afirmaram ter acesso à alimentação e disseram que os pais autorizaram as viagens e o trabalho.

Apesar das declarações, os policiais constataram condições consideradas precárias no alojamento utilizado pelo grupo. Conforme o registro da ocorrência, o espaço não oferecia estrutura adequada para higiene, ventilação e descanso, o que motivou a comunicação do caso a outros órgãos.

Durante a abordagem, a polícia também encontrou um revólver com munições em um dos veículos usados pelo grupo. O responsável pelo carro assumiu a propriedade da arma, mas não possuía autorização legal para a posse. Em outro automóvel, foi localizada uma arma de airsoft, além de acessórios.

Diante da situação, a Polícia Civil e a Polícia Federal foram informadas para apuração dos fatos, dentro de suas respectivas competências.

Até a tarde desta terça-feira (6), os adolescentes permaneciam sob responsabilidade do Conselho Tutelar de Navegantes, que informou que adotará as providências previstas em lei. O caso segue em apuração para verificar eventual violação de direitos e possível responsabilização dos envolvidos.

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