A Polícia Militar do 7º BPM de São José atendeu mais uma ocorrência grave de surto psicótico na Grande Florianópolis, exatamente como o Jornal Razão havia alertado há dois meses, quando registrou uma explosão de casos envolvendo jovens e adultos sob efeito de drogas em todo o estado.
Desta vez, a situação aconteceu no bairro Roçado e mobilizou equipes da PM e do SAMU. A madrasta do jovem relatou que o enteado estava em surto desde a noite anterior. Pela manhã, o quadro se intensificou. Ele quebrou objetos dentro de casa, gritou sem parar e passou a ameaçar parentes e vizinhos. A guarnição confirmou que o rapaz estava visivelmente sob efeito de drogas.
Os policiais tentaram diversas vezes convencer o jovem a abrir a porta, mas ele resistiu, bloqueou a entrada com pregos e ignorou todas as ordens. Com autorização da madrasta, a PM arrombou a porta. Em estado de surto intenso, ele voltou a desobedecer e avançou contra a equipe, obrigando os militares a utilizarem spray de pimenta para conter a agressividade.
Mesmo após ser imobilizado, ele resistiu ao deslocamento até a ambulância. Segundo especialistas, esse tipo de resistência é comum em surtos psicóticos associados ao uso de drogas. Nesses momentos, a pessoa perde a noção da dor e do perigo, entra em extrema agitação e o corpo opera sob uma descarga anormal de adrenalina. Isso dá a impressão de força acima do normal e exige várias pessoas para conter com segurança, evitando lesões tanto no paciente quanto nos socorristas.
A ocorrência reforça exatamente o alerta publicado pelo Jornal Razão há dois meses, quando profissionais de saúde e segurança relatavam que os surtos estavam se tornando mais graves, frequentes e perigosos. Em Florianópolis, por exemplo, um jovem destruiu a própria casa com uma barra de ferro, se automutilou e tentou atacar socorristas, episódio que já havia acendido um sinal de atenção para toda a Grande Florianópolis.
Agora, São José repete o mesmo cenário. O impacto atinge diretamente as famílias, que vivem horas de desespero, o sistema de saúde, que enfrenta atendimentos cada vez mais complexos, e a segurança pública, que precisa agir com técnica, cautela e rapidez diante de situações imprevisíveis.
A Polícia Militar de Santa Catarina novamente atuou de forma firme e precisa, protegendo moradores, parentes e o próprio jovem, evitando que a ocorrência terminasse em tragédia.

