Santa Catarina faz a ‘limpa’ e manda 24 criminosos do MS de volta pra terra natal

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Santa Catarina concluiu nesta quarta-feira (27) a transferência de 24 criminosos do Mato Grosso do Sul (MS) que estavam presos em unidades prisionais do estado. A operação, coordenada pela Secretaria de Justiça e Reintegração Social, teve como objetivo liberar vagas no sistema penitenciário catarinense e devolver os detentos ao estado de origem.

Segundo o governo, os custodiados eram considerados presos de alta periculosidade, o que exigiu uma ação minuciosa, com escolta pesada e segurança reforçada durante todo o trajeto.

A transferência começou na segunda-feira (25) e foi concluída com sucesso na noite de quarta. Ao todo, foram mobilizados 32 policiais penais e oito viaturas, que cruzaram mais de 4 mil quilômetros até concluir a entrega dos detentos em território sul-mato-grossense.

A ação foi conduzida pelo Serviço de Operações e Escoltas (SOE) e pelo Núcleo de Operações Táticas (NOT) da Secretaria de Justiça, com apoio da Diretoria de Segurança e Operações (DSO).

“No planejamento e execução de operações como esta, a prioridade máxima é a segurança dos custodiados e das equipes envolvidas”, afirmou o diretor Tiago Aislan Cavalheiro.

Com a saída dos 24 detentos, o sistema penitenciário catarinense ganha novas vagas e reduz a pressão sobre estabelecimentos que enfrentam superlotação. Os presos estavam distribuídos em diferentes unidades do estado.

A secretária de Justiça, Daniele Amorim, destacou que a operação faz parte de uma política de cooperação entre estados e está prevista na Lei de Execução Penal:

“Ações como esta fortalecem a integração entre os órgãos de segurança pública e garantem uma gestão eficiente do sistema prisional”, disse.

Embora as transferências sejam rotineiras no âmbito da Justiça e das Secretarias Estaduais, o tom da operação foi interpretado nos bastidores como um recado direto: Santa Catarina não pretende manter detentos de alta periculosidade vindos de fora por tempo indeterminado, especialmente quando não há vínculo com o estado.

A medida repercutiu entre policiais penais como uma forma de priorizar a segurança local e organizar melhor o sistema prisional catarinense, que já enfrenta desafios estruturais em algumas regiões.

Com a conclusão da transferência, os 24 criminosos do Mato Grosso do Sul retornam ao seu estado de origem, e SC limpa parte dos presídios sem comprometer a segurança interna.

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