Russo comandava laboratório de cocaína em mansão em SC; droga ia para Moscou

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A Polícia Civil de Santa Catarina descobriu um laboratório clandestino de processamento e refino de cocaína dentro de uma mansão de alto padrão em Jurerê Internacional, o bairro mais nobre de Florianópolis. O responsável pela operação, um homem de nacionalidade russa, foi preso. A droga produzida no local tinha como destino final a cidade de Moscou, na Rússia. A Operação Moscou foi deflagrada entre a tarde de quinta-feira (9) e a noite de sexta-feira (10), sendo divulgada somente nesta segunda-feira (13), pela Polícia Civil.

A investigação começou com uma denúncia anônima que resultou, na quinta-feira, na prisão de uma “mula humana” no Aeroporto Internacional Hercílio Luz. O homem foi flagrado tentando embarcar para São Paulo com drogas inseridas no ânus, e o destino final seria Moscou.

A partir dessa prisão, a Delegacia de Repressão às Drogas (DRD) da DEIC aprofundou as investigações e chegou à mansão de luxo em Jurerê Internacional, onde o russo operava o laboratório. A escolha do bairro era estratégica: a intensa circulação de pessoas e veículos na região permitia que o grupo operasse sem levantar suspeitas.

O que a polícia encontrou na mansão

No cumprimento do mandado de busca e apreensão, as equipes localizaram um laboratório completo para processamento e refinamento de cocaína. Entre os itens apreendidos estavam produtos químicos controlados, como ácido sulfúrico e clorídrico, equipamentos laboratoriais sofisticados, centrífuga, provetas e béqueres, folhas de coca in natura, cocaína já processada em quantidade expressiva, um veículo avaliado em R$ 150 mil e valores em espécie de diversas nacionalidades (dólar, euro e real) que somam aproximadamente R$ 200 mil.

Cães farejadores do Núcleo de Operações com Cães (NOC) foram fundamentais para localizar entorpecentes escondidos na propriedade.

Segundo a Polícia Civil, a investigação revelou uma rede criminosa internacional bem estruturada, com divisão específica de funções: produção em laboratório clandestino no Brasil, recrutamento de mulas para o transporte e distribuição no exterior.

O homem preso no aeroporto teve a prisão convertida em preventiva. O russo foi encaminhado à sede da DEIC, onde foi autuado em flagrante e permanece à disposição da Justiça.

A Operação Moscou foi conduzida pela DRD e mobilizou efetivo da Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS), do Núcleo de Inteligência (NINT), da direção da DEIC e do NOC, com uso de cães farejadores.

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