Uma nova gravação obtida pelo Jornal Razão revela o que teria motivado o crime bárbaro cometido por uma madrasta contra uma menina de apenas dois anos em Itajaí. Segundo o vídeo gravado pelo vice-prefeito, Rubens Angioletti, a mulher se irritou depois que a criança riscou uma parede e discutiu com os irmãos, momento em que decidiu “castigar” a menina de forma cruel.
De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher pegou uma colher de cozinha, aqueceu no fogão e encostou o utensílio quente na palma da mão da criança. A queimadura foi tão profunda que provocou o rompimento total da pele. Em depoimento à Polícia Militar, ela confessou o crime e disse que o fez “para ensinar a menina a obedecer”.
A criança foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros Militar e levada ao Hospital Pequeno Anjo, em Itajaí. Devido à gravidade dos ferimentos, precisou ser transferida para o Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, onde recebeu tratamento especializado.
Mesmo com a confissão e a gravidade do caso, a mulher foi solta menos de uma hora depois de prestar depoimento na Central de Plantão Policial. Segundo testemunhas, logo após ser liberada, ela contratou um caminhão de frete, retirou seus pertences da casa e deixou a cidade.
O caso gerou revolta entre vizinhos e internautas, que cobram uma resposta mais dura da Justiça. Conselheiros tutelares acompanham a recuperação da criança, que está sob os cuidados do pai.

