Um homem identificado como Renato Reis de Oliveira, baleado por um policial militar após tentar furtar uma obra em Joinville, no Norte de Santa Catarina, sobreviveu aos ferimentos e obteve liberdade provisória. O caso, que ocorreu na noite de segunda-feira (4), ganhou novos desdobramentos e expôs um histórico de crimes do suspeito, que também já foi detido por tentativa de estupro.
Segundo o boletim de ocorrência, o policial foi alertado por vizinhos sobre uma nova invasão ao seu imóvel em construção, localizado na Rua Vasco da Gama, bairro Fátima. O PM relatou que o local havia sido alvo de furtos dias antes, com prejuízo estimado em R$ 2 mil. Ao chegar à obra, por volta das 21h, ele encontrou Renato descendo as escadas com uma ferramenta nas mãos.
O militar afirma ter se identificado como policial e ordenado que o homem largasse o objeto. Diante da recusa e da aproximação do suspeito em um ambiente escuro, o PM efetuou dois disparos com sua pistola calibre 9mm, atingindo a perna de Renato. O homem caiu ao solo e, segundo o relato, só então largou a ferramenta.
O Samu foi acionado e encaminhou o ferido ao Hospital São José, enquanto a Polícia Civil e o Instituto Geral de Perícias (IGP) realizaram os procedimentos no local. O caso foi registrado na Central de Flagrantes.

Histórico criminal
Apesar de ter sido atingido por dois disparos, Renato recebeu liberdade provisória após audiência de custódia. Conforme registros, ele possui passagens policiais e já havia sido reconhecido em um caso de tentativa de estupro.
Nessa ocorrência anterior, vizinhos flagraram o momento em que ele agarrou uma mulher nas imediações de uma igreja, e tentou levá-la para um terreno baldio. A ação foi interrompida pelo pai da vítima e testemunhas, que conseguiram deter o agressor até a chegada da polícia.
Legítima defesa reconhecida
O sargento declarou que agiu em legítima defesa, temendo pela própria integridade física e pela segurança de terceiros. Ele relatou que o suspeito ignorou as ordens e manteve a aproximação portando uma ferramenta que poderia ser usada como arma.
A Polícia Militar reforçou que o procedimento adotado seguiu os protocolos de segurança, e que a atuação rápida evitou que o crime fosse consumado.
Situação atual
Renato Reis de Oliveira segue em liberdade provisória, respondendo pelos crimes já registrados em seu nome. O inquérito sobre o caso do furto tentado continua em andamento, e a Justiça deve avaliar novas medidas diante do histórico do acusado.

