Um dos investigados na operação que apura supostas ameaças de morte contra o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), afirmou que suas falas foram mal interpretadas e que os prints divulgados estão fora de contexto. Ele declarou que não participou ativamente da conversa no grupo de WhatsApp, limitando-se a comentar que o governador estava em sua cidade no dia 11 de setembro.
Segundo o investigado, a partir desse comentário outros participantes ironizaram o encontro e publicaram as mensagens que agora estão sendo usadas na investigação. “O print que está sendo divulgado foi retirado totalmente de contexto. Em momento algum falei nada além da realidade: apenas mencionei que teria um encontro com o governador de SC”, disse.
Ele relatou ainda que, desde então, passou a receber ameaças constantes, além da exposição de informações pessoais suas e de familiares. “Desde o dia 11 venho recebendo ameaças. Divulgaram dados meus, de meus familiares e dos outros integrantes do print em questão. Todas as mensagens de ameaça, injúria e racismo que estou recebendo já estão sendo registradas junto às autoridades competentes”, afirmou.
O investigado disse estar disposto a prestar esclarecimentos, mas pediu que as responsabilidades sobre o vazamento de dados sejam apuradas. “Minha segurança e de minha família estão em ameaça simplesmente por nada. Fico à disposição para esclarecer tudo, mas principalmente responsabilizar os envolvidos com o doxing”, completou.

