Presidente de torcida organizada do Criciúma chama deputada federal catarinense de ‘put4’ e ‘corrupta’

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Um comentário ofensivo publicado em rede social contra a deputada federal Júlia Zanatta está gerando repercussão em Santa Catarina e levou a cobranças públicas por posicionamento institucional. O comentário foi feito por Hernani Barone, identificado como presidente da torcida organizada Guerrilha Jovem, ligada ao Criciúma Esporte Clube.

O comentário foi publicado diretamente no perfil da parlamentar e contém palavras de cunho pessoal e ofensivo. O conteúdo se espalhou rapidamente, foi replicado por outros usuários e passou a ser tratado como ofensa à honra da deputada. Júlia Zanatta compartilhou a publicação e afirmou que não se trata de crítica política, mas de um ataque pessoal.

Segundo a deputada, o episódio extrapola o debate público e atinge diretamente uma mulher eleita, mãe e representante de Santa Catarina no Congresso Nacional. Ela cobrou uma posição clara da torcida organizada e também do clube, destacando que divergência política não autoriza xingamentos nem desqualificação pessoal.

Após a repercussão, a Guerrilha Jovem divulgou uma nota oficial. No texto, a diretoria afirmou que a torcida não adota posicionamento político ou religioso e ressaltou ter mais de 35 anos de atuação. A nota diz ainda que membros e diretores “são livres para expressar opiniões pessoais”, mas que a instituição repudia a associação dessas opiniões à torcida como entidade.

A nota, no entanto, não cita diretamente o autor do comentário nem faz menção específica ao conteúdo ofensivo dirigido à deputada. Esse ponto foi alvo de críticas de apoiadores de Júlia Zanatta, que avaliaram que o posicionamento foi genérico e não enfrentou o mérito da ofensa direcionada a uma mulher.

Até o momento, não houve retratação pública do autor do comentário. A deputada afirmou que avalia medidas judiciais e reforçou que não pretende tratar o caso como algo menor. Para ela, o episódio expõe um problema recorrente de ataques pessoais, especialmente contra mulheres que atuam na política.

O caso segue em repercussão e mantém o debate sobre responsabilidade individual nas redes sociais, o papel de lideranças ligadas a entidades organizadas e os limites entre crítica política e ofensa pessoal.

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