Prefeito de Florianópolis cumpre promessa e GM acaba com festa da calourada da UFSC

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A Guarda Municipal de Florianópolis impediu a realização da tradicional e polêmica festa de recepção aos calouros da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na Praça Santos Dumont, no bairro Trindade, na noite desta segunda-feira (9).

A ação ocorreu antes das 20h, quando entidades estudantis, centros acadêmicos, atléticas e ambulantes já estavam com as barracas montadas e a venda de bebidas alcoólicas em andamento.

Conforme informações do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Luis Travassos, a justificativa dos agentes da Guarda Municipal foi a ausência de alvará para comercialização de produtos no local. O evento, conhecido como Pida, marca o primeiro dia letivo de cada semestre e reúne milhares de universitários na praça em frente ao campus.

A intervenção cumpriu a promessa feita pelo prefeito Topázio Neto (PSD) ainda no segundo semestre de 2025, quando afirmou que não permitiria mais a realização de festas na Praça Santos Dumont. Na ocasião, o prefeito acionou a Procuradoria Geral do Município após a praça amanhecer com lixeiras quebradas, parquinho depredado e toneladas de lixo espalhadas pelo local.

Após a dispersão, o DCE publicou um comunicado de urgência nas redes sociais convocando os estudantes para a frente da Reitoria da UFSC. Em post no Instagram, a entidade classificou a ação como uma tentativa de criminalizar os estudantes e chamou a justificativa da falta de alvará de “esfarrapada”.

A publicação encerrava com o convite: “Viemos para a frente da Reitoria! Venham com a gente!”

Centenas de jovens atenderam ao chamado. Imagens publicadas pelo DCE e por estudantes mostram uma grande concentração na área em frente ao prédio da Reitoria, dentro do campus, durante a noite e a madrugada. Houve gritos com ofensas contra o prefeito Topázio Neto durante a festa.

A universidade não autorizou a ocupação do espaço em frente à Reitoria. Os estudantes tomaram o local por conta própria, sem comunicação prévia com a administração da UFSC.

Nos comentários das publicações sobre o episódio, moradores e usuários das redes se dividiram. Parte parabenizou a Guarda Municipal pela ação na praça. Outra parte acusou a Prefeitura de perseguir estudantes. Uma das observações mais recorrentes questionou por que o DCE não buscou alvará

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