Porteiro divulga nota e diz que não filmou e não testemunhou agressões ao cão Orelha

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O porteiro citado em publicações nas redes sociais relacionadas ao caso da morte do cão comunitário Orelha divulgou uma nota oficial nesta quinta-feira (29) para esclarecer sua atuação e negar envolvimento direto nos fatos investigados.

No documento, assinado pelo advogado Marcos Vinícius de Assis dos Santos, o trabalhador afirma que não filmou e não testemunhou agressões contra o animal, contrariando informações que passaram a circular após a repercussão do caso. Segundo a nota, essa versão já teria sido esclarecida às autoridades policiais responsáveis pela investigação.

A defesa relata que, após a divulgação da morte do cão, surgiram especulações sobre a autoria do fato, especialmente na região da Praia Brava, em Florianópolis, onde o caso ocorreu. Nesse contexto, o porteiro teria apenas comunicado à administração do condomínio situações anteriores de confusão e algazarra envolvendo adolescentes, conforme atribuições rotineiras de sua função.

Ainda conforme o texto, esses relatos não se limitaram aos dias próximos ao episódio, mas teriam ocorrido também em meses anteriores, sempre como parte da atividade profissional de observar situações atípicas e reportá-las à administração.

A nota afirma que, após a repercussão do caso, o porteiro passou a sofrer constrangimentos e ameaças no ambiente de trabalho, incluindo advertência escrita, advertência verbal e imposição compulsória de férias, sem aviso legal prévio. Também há relato de ameaças atribuídas a familiares de adolescentes supostamente envolvidos, versão apresentada pela defesa.

O documento nega de forma categórica que o porteiro tenha registrado imagens da agressão ao cão Orelha e classifica como falsa a informação de que ele teria presenciado a violência. A defesa sustenta que o trabalhador, com mais de 13 anos de atuação sem intercorrências funcionais, estaria sendo exposto como testemunha ocular de um fato não presenciado.

Por fim, o escritório informa que foi contratado para adotar medidas judiciais cabíveis com o objetivo de preservar a intimidade, a segurança e os direitos trabalhistas do porteiro, diante do que classifica como violações sofridas após a repercussão do caso.

A investigação sobre a morte do cão Orelha segue sob responsabilidade da Polícia Civil e corre sob sigilo, conforme determina a legislação.

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