Policial diz ter sido expulso de academia em SC por ‘pegar peso demais’

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Um policial civil afirma ter sido expulso de uma academia em Sombrio, no Sul de Santa Catarina, após ter o contrato encerrado sob a justificativa de que estaria supostamente “pegando peso demais” durante os treinos.

O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais nesta semana, após o aluno divulgar vídeos, áudios e documentos relatando a situação.

De acordo com o relato do policial, ele foi comunicado pela gerência da Academia AD3 de que estaria utilizando cargas consideradas excessivas nos aparelhos, o que teria motivado o encerramento do contrato. Em registros gravados dentro da unidade, o aluno questiona os funcionários sobre o motivo da decisão e afirma nunca ter presenciado situação semelhante em academias.

O policial civil diz que foi informado de que o problema estaria relacionado ao barulho causado pelo uso das máquinas em razão da carga aplicada. Ele sustenta que jamais recebeu advertência formal e que sempre utilizou os equipamentos de forma regular. O aluno também afirma que o espaço tinha grande importância pessoal em sua rotina.

A publicação gerou centenas de comentários, com internautas demonstrando surpresa, ironia e indignação. Muitos questionaram se há critérios técnicos claros para limitar a carga utilizada pelos alunos e se essas regras são informadas previamente. Outros levantaram a possibilidade de discriminação contra praticantes de treino mais intenso, com comentários irônicos como “só pode treinar fofo”.

Após a repercussão, a Academia AD3 se manifestou e apresentou sua versão dos fatos. Em resposta enviada ao Jornal Razão, a empresa alegou que o aluno já vinha causando problemas recorrentes relacionados ao uso inadequado dos aparelhos.

“Esse cliente já vinha causando problema na academia referente ao mau uso dos aparelhos. Conforme nossa política interna, ele foi notificado diversas vezes. Sem êxito, a conduta da gerência foi de cancelar o plano dele para evitar a situação desconfortável que ele vinha causando tanto para nossa equipe de colaboradores quanto para os demais alunos que vinham reclamando”, diz a nota.

A academia também informou que o contrato foi encerrado conforme políticas internas e que os valores referentes ao período não utilizado seriam devolvidos ao cliente.

O documento de desligamento divulgado confirma o cancelamento do plano a partir de 17 de dezembro de 2025, com previsão de reembolso integral do valor remanescente, a ser estornado no cartão de crédito do aluno.

O cliente nega ter sido notificado anteriormente e contesta a versão apresentada pela academia. Em mensagens de áudio enviadas ao Jornal Razão, o policial civil afirma que nunca recebeu advertência formal, nem verbal nem por escrito, e que chegou a solicitar que eventuais reclamações fossem formalizadas e identificadas, o que, segundo ele, não ocorreu.

O aluno também diz que sempre treinou de forma individual, sem interações com outros frequentadores, usando fone de ouvido e evitando contato, justamente para não gerar conflitos ou inconveniência com outros clientes. Ele afirma ainda que possui registros em vídeo dos próprios treinos, publicados em redes sociais, e sustenta que as cargas utilizadas estariam dentro dos limites dos equipamentos, negando qualquer mau uso ou dano às máquinas.

Segundo o relato, a justificativa apresentada pela academia seria fruto de preconceito e má-fé, com o objetivo de impedir sua evolução nos treinos.

O caso segue dividindo opiniões nas redes sociais e reacende o debate sobre limites, regras internas, transparência e direitos do consumidor em academias privadas. Até o momento, não há informação sobre eventual medida judicial por parte do policial civil.

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