‘Caiu o sinal’: Polícia Penal flagra criminosos com 15 celulares em cadeia de Santa Catarina

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A Operação Natal Seguro ganhou um novo capítulo tenso e revelador nesta semana após policiais penais do Grupo Tático de Intervenção GTI frustrarem uma tentativa de abastecimento criminoso dentro do presídio agrícola de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina.

Durante monitoramento contínuo, os agentes identificaram a entrada de um malote arremessado por desconhecidos da área externa da unidade. A vigilância foi mantida até o pacote ser interceptado já dentro do presídio, escancarando a ousadia e a persistência de articulações ligadas ao crime organizado mesmo em unidades de regime semiaberto.

O conteúdo do malote impressionou as equipes. Foram apreendidos 15 celulares, diversos carregadores e cerca de 90 gramas de maconha. O volume do material e a forma de entrada indicam uma ação coordenada e planejada, que vinha sendo investigada silenciosamente pela Polícia Penal.

A interceptação do pacote é resultado de um trabalho minucioso e estratégico realizado pelos policiais penais, que mantêm vigilância reforçada desde o início da operação estadual Natal Seguro.

A ação, articulada pela Secretaria de Justiça e Cidadania SEJURIS, tem como objetivo combater movimentações criminosas dentro das penitenciárias e enviar um recado direto às lideranças que ainda tentam manter influência a partir de dentro das unidades: não haverá trégua, nem no Natal.

O GTI, criado em 2017, segue percorrendo as regiões do estado com ações enérgicas, revistas em massa, incursões táticas e atuação preventiva contra fugas, motins e tráfico interno. A equipe especializada é treinada para lidar com criminosos de alta periculosidade e desarticular tentativas de articulações por parte de facções.

Até o Natal, todas as regionais do sistema penitenciário catarinense receberão as ações do GTI. Além disso, o grupo continuará de prontidão durante o réveillon e no início de 2026, mantendo a ordem nos presídios e reforçando a segurança das ruas de Santa Catarina.

Com mais essa apreensão significativa, a operação deixa claro que, neste fim de ano, não há ceia para o crime. Há celas vigiadas, revistas constantes e punição para quem desafiar o sistema.

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