Polícia acha baratas, água suja e palmito sem rótulo em fábrica clandestina em SC

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A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu em flagrante um homem de 55 anos e fechou uma fábrica clandestina de palmito no bairro Guaricanas, em Ascurra, no Vale do Itajaí. A ação contou com o apoio da Vigilância Sanitária do município.


Conforme a Polícia Civil, a operação ocorreu na tarde da última quinta-feira, após diligências investigativas que apontavam a produção irregular de alimentos no endereço. Ao chegarem ao local, os policiais constataram o funcionamento de uma estrutura voltada à fabricação de palmito em total desacordo com as normas sanitárias.


No interior da fábrica improvisada, foi localizada grande quantidade de palmito in natura, parcialmente picado, além de volume expressivo do produto já acondicionado em vidros de conserva, prontos para a comercialização, porém sem qualquer rótulo ou identificação. Os policiais também encontraram diversos vidros vazios, uma panela industrial, botijões de gás e várias caixas usadas para o transporte, sem qualquer documentação sobre origem ou destinação dos produtos.


A condição do local


Segundo a Polícia Civil, o local não possuía condições mínimas de salubridade. Foram observadas baratas circulando pelas paredes, insetos mortos entre as caixas, acúmulo de sujeira e poeira, forte mau odor, água suja parada e restos de palmito espalhados pelo chão. Não havia estrutura apropriada para a higienização dos produtos nem dos manipuladores.


“A Polícia Civil reforça seu compromisso com a proteção da saúde pública e orienta a população a denunciar práticas irregulares que coloquem em risco a segurança alimentar”, informou a corporação.


A prisão


Diante dos fatos, o responsável pelo local recebeu voz de prisão em flagrante pelo crime previsto no artigo 7º, inciso IX, da Lei nº 8.137/90, que trata de crimes contra as relações de consumo. Todo o material irregular foi apreendido pela Vigilância Sanitária.


Conforme a Polícia Civil, o preso foi conduzido à unidade policial, onde foram realizados os procedimentos legais cabíveis, e em seguida encaminhado ao Presídio Regional de Blumenau, onde permanece à disposição da Justiça.

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