Polícia Científica confirma que corpo encontrado em trilha de Florianópolis é de venezuelano

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A Polícia Científica de Santa Catarina confirmou nesta segunda-feira (24) que o corpo encontrado em uma trilha no Norte de Florianópolis é do venezuelano Jonathan Manuel Zambrano Acosta, de 29 anos. Ele estava desaparecido desde o dia 12 de março, quando foi visto pela última vez no bairro Ingleses.

A identificação foi realizada por papiloscopistas do Instituto Médico Legal (IML) de Florianópolis, vinculado à Polícia Científica, por meio de exame necropapiloscópico. Jonathan havia desaparecido há 12 dias e era procurado desde que amigos e familiares acionaram as autoridades.

Corpo foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros no domingo

O corpo foi localizado na tarde de domingo (22), por volta das 12h38, pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), nas proximidades da Trilha da Pedra da Porca, em uma área de mata densa a cerca de 80 metros da faixa de areia, entre as praias do Santinho e dos Ingleses.

O local fica em um trecho de dificuldade moderada que leva a um mirante natural no topo do Morro dos Ingleses, bastante frequentado por trilheiros ao longo do ano. As equipes dos bombeiros já realizavam buscas na região desde a quarta-feira (18), quando foram acionadas para a ocorrência.

As características observadas no local, como vestimentas escuras e o porte de uma pochete, já indicavam que o corpo poderia ser de Jonathan. Devido ao estado avançado de decomposição, não foi possível confirmar a identidade de imediato, o que exigiu os exames periciais realizados pela Polícia Científica.

Venezuelano morava em Florianópolis há oito anos

Conforme a Polícia Civil, Jonathan estacionou a motocicleta próximo à Igreja Nossa Senhora dos Navegantes, no bairro Ingleses, na manhã do dia 12 de março e seguiu a pé em direção às trilhas da região. Imagens de câmeras de monitoramento registraram o momento. Desde então, não houve mais contato.

O venezuelano morava sozinho no bairro Ingleses e vivia no Brasil há cerca de oito anos. Segundo amigos, ele costumava frequentar a região diariamente para fazer trilhas e escrever em cadernos que levava consigo.

O desaparecimento mobilizou amigos, familiares e voluntários, que realizaram buscas paralelas às equipes oficiais. Uma prima de Jonathan que também mora em Florianópolis participou ativamente das buscas. Uma página no Instagram chamada “Buscamos a Jonathan” foi criada para divulgar informações e auxiliar na localização.

Circunstâncias da morte são apuradas

As circunstâncias da morte ainda são apuradas. O caso é investigado pela Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas da Polícia Civil de Santa Catarina, sob comando do delegado Abel Mantovani Bovi.

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