A operação da Polícia Militar de Santa Catarina que resultou na morte de um suspeito no Morro do Mocotó, em Florianópolis, na madrugada deste sábado (13), provocou uma onda de revolta nas redes sociais por parte de moradores da comunidade. Entre manifestações de luto e protestos, também surgiram publicações com ameaças diretas à corporação, incluindo incitações para que criminosos promovam represálias nas ruas.
De acordo com informações da Polícia Militar de Santa Catarina, o homem neutralizado durante a ação estava armado com uma pistola 9mm e utilizava uma balaclava no momento do confronto. A corporação informou que os policiais foram alvo de disparos durante uma patrulha de rotina e reagiram à injusta agressão. Após o tiroteio, a arma de fogo foi apreendida e retirada de circulação.
A reação da comunidade foi imediata. Diversos perfis ligados à região do Mocotó passaram a contestar a versão oficial, alegando que o jovem morto seria inocente e não teria envolvimento com o tráfico. Em publicações no Instagram, moradores afirmaram que a vítima ajudava a mãe a entregar marmitas e apenas saía para encontrar amigos. Um dos relatos mais compartilhados acusa os policiais de “plantarem” a arma para justificar o confronto.

Mensagens de homenagem também circularam nas redes. “Cheio de ódio, sempre tava com os cria nas festa embrazando”, escreveu um amigo. Outro publicou: “Descansa em paz, preto, guri mil grau que tu era. Jamais será esquecido”. As declarações indicam que o jovem era figura conhecida nas rodas locais, com presença frequente em festas e no convívio de grupos associados ao tráfico.
Além do luto, mensagens de revolta com vocabulário violento também foram registradas. Alguns perfis acusaram a Polícia Militar de covardia e chegaram a cobrar vingança. Em uma das postagens, um internauta sugeriu que “todos os criminosos deviam ir pra pista atear fogo nos ônibus” como forma de protesto, incitando atos de violência urbana. Outro escreveu: “Eles querem subir no morro para matar e fazer covardia, só vêm com arma, porque na mão não têm coragem”.
Fontes internas indicam que a corporação deve reforçar o policiamento na região diante das ameaças de represálias. A Polícia Científica ficará responsável por apurar as circunstâncias exatas do confronto, incluindo exames balísticos e perícia técnica no armamento apreendido.


