A Polícia Militar de Santa Catarina enfrentou uma tarde de tensão e resposta rápida em Florianópolis e fechou o cerco no Maciço do Morro da Cruz após uma sequência de disparos contra guarnições em plena Capital.
Segundo a PMSC, tudo começou durante uma abordagem na região da Silva Jardim, quando tiros foram efetuados à distância em direção aos policiais. Um dos disparos atingiu uma viatura da corporação. Apesar do ataque, ninguém ficou ferido entre os agentes.
A partir desse momento, a PMSC mobilizou várias guarnições e reforçou o patrulhamento no entorno da Passarela Negra, da região do Querido e nos fundos do Tribunal de Justiça. Imagens que circulam nas redes sociais mostram policiais avançando em incursão em uma área de morro do Maciço, onde, conforme o comando, teria sido o ponto de onde partiram os tiros.
Durante a troca de tiros, moradores relataram pânico. Houve quem precisasse se abaixar dentro de ônibus para se proteger, enquanto viaturas chegavam em sequência e as equipes faziam a contenção da área, tentando evitar que a situação se espalhasse para vias de grande circulação.
A corporação informou que, na ação, um bandido foi neutralizado. Ele foi identificado pelo Jornal Razão como Washington Luiz Ferreira Inácio, natural de Florianópolis, conhecido como “Gibi do Mocotó”. Segundo a PMSC, ele tinha mais de 40 passagens policiais, estava foragido da Justiça, era apontado como envolvido em diversos homicídios e tinha status de liderança na facção PGC.
A Polícia Militar destacou que o cerco foi montado para restabelecer a ordem e impedir novos ataques, já que os tiros foram direcionados a policiais em plena atuação. A PMSC seguiu com patrulhas na área e reforço de efetivo para manter o controle do entorno.
A Polícia Científica foi acionada para os procedimentos periciais, e a ocorrência segue em apuração para esclarecer todos os detalhes do confronto e a dinâmica dos disparos que atingiram a viatura.

