PMSC é atacada e policiais são feridos em briga entre torcedores do Figueirense

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A final da Copa Santa Catarina, realizada neste domingo (23), no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis, terminou marcada por uma ocorrência grave de violência nas arquibancadas e pela ação rápida e técnica da Polícia Militar, que conteve uma briga generalizada, protegeu famílias e efetuou duas prisões.

Confronto começa no setor da Gaviões Alvinegros

O tumulto teve início no setor ocupado pela torcida organizada Gaviões Alvinegros, onde torcedores do próprio Figueirense passaram a se agredir. A guarnição responsável pelo posicionamento interno foi acionada para controlar a situação.

Ao chegar ao local, os policiais militares encontraram um grupo numeroso em confronto e diversos torcedores pedindo ajuda. Um deles apresentava ferimentos no rosto e sangramento nasal. Ele relatou que assistia ao jogo com a família quando um grupo iniciou agressões contra um senhor. Ao tentar intervir ou repreender os brigões, outros torcedores também passaram a ser atacados com socos e pontapés.

Segundo o relato, ele tentou se defender e proteger a família, mas estava em desvantagem numérica. As agressões só cessaram com a chegada da Polícia Militar, que conseguiu isolar a área e retirar as vítimas com segurança.

Autor da primeira agressão é identificado e abordado

Após a contenção inicial da briga, a guarnição recebeu imagens dos próprios torcedores indicando o autor das agressões. Em deslocamento para outro setor, os policiais identificaram o suspeito e realizaram a abordagem, apesar da tentativa de alguns torcedores de impedir a ação policial.

Espinoza teria iniciado a confusão

O homem foi identificado como Andres Talavera Espinoza, já conhecido das forças de segurança. Ele havia sido alvo da Operação Torcida Segura, do Ministério Público, e responde a denúncia por crimes cometidos no contexto de torcida organizada, incluindo incitação à violência e participação em brigas dentro e fora dos estádios.

Durante o registro, Espinoza alegou ter reagido após ser provocado, mas imagens e relatos indicam que ele teria iniciado o tumulto, agrediu diversos torcedores e também atacou um sargento da PM.

Cabeçada em policial durante intervenção

No momento em que a PMSC intervinha para cessar o conflito, Espinoza desferiu uma cabeçada contra um Cabo da PM, atingindo a região superciliar do policial e causando lesão. O golpe ocorreu quando os agentes tentavam retirar o envolvido da área de maior tumulto para um local seguro.

Diante da agressão direta contra agente público em serviço, a guarnição fez uso diferenciado da força, aplicando técnicas de contenção e imobilização para neutralizar o agressor, seguindo todos os protocolos legais. Espinoza foi algemado e retirado do local, evitando novo confronto com outros torcedores.

Segundo homem é preso após desacato e agressão

Paralelamente, a PM foi acionada para prestar apoio em outra área do estádio, onde um indivíduo exaltado, identificado como Thiago Romão de Souza, afirmava ter sido agredido. Ele estava em visível alteração psicomotora, relatando ter ingerido bebida alcoólica desde as primeiras horas da manhã.

Thiago Romão de Souza teria supostamente desferido uma cotovelada no rosto de um dos PMs

Para evitar novo tumulto, a guarnição orientou que ele deixasse o estádio. Porém, ao receber a ordem, tornou-se ainda mais agressivo, avançou contra os policiais com os punhos cerrados e acabou, segundo a PM, desferindo uma cotovelada no rosto do mesmo policial lesionado anteriormente.

Diante da resistência ativa e da agressão contra agente público, os policiais empregaram técnicas de imobilização e efetivaram a prisão.

Paralelamente, familiares de Thiago contestaram a versão oficial apresentada pela Polícia Militar. Em publicações nas redes sociais, uma mulher que se identifica como irmã de um dos envolvidos afirma que o irmão teria sido “agredido de forma covarde” pelos policiais e que o pai deles, um senhor de 64 anos, também foi empurrado e agredido no local.

Feridos atendidos e encaminhamento à CPP

Após o controle total da ocorrência, tanto o policial quanto Thiago Romão de Souza foram levados à UPA para avaliação médica. Em seguida, os dois presos – Espinoza e Souzaforam encaminhados à Central de Plantão Policial (CPP), onde foram adotadas as medidas legais cabíveis.

A ocorrência foi registrada como lesão corporal dolosa, agravada pela agressão contra servidor público em serviço, além de resistência.

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