A Polícia Militar de Santa Catarina intensificou as ações contra o Primeiro Grupo Catarinense (PGC) após a facção assumir publicamente a execução de um dos próprios integrantes na Grande Florianópolis. A ofensiva é conduzida por guarnições do Batalhão de Choque da PMSC e já resultou na localização de armas, drogas e fardas diretamente ligadas ao homicídio ocorrido em Palhoça.
O crime aconteceu no dia 29 de novembro de 2025 e teve como vítima Carlos Eduardo Sotéro, conhecido no meio criminoso como “Professor”. Pouco tempo após a execução, o próprio PGC divulgou um comunicado interno em canais utilizados pelo crime organizado, no qual confirmou a morte e alegou que a vítima estaria atuando como informante da polícia. Na mensagem, a facção utilizou a expressão “cortaremos nossa própria carne”, em um recado de intimidação e demonstração de controle interno.
A partir de informações levantadas pela Agência de Inteligência da Polícia Militar, as equipes identificaram uma tentativa de ocultação dos materiais utilizados no assassinato. Conforme a apuração, os itens teriam sido retirados de Palhoça logo após o crime e levados para uma área de mata no final da Rua dos Operários, já no município de São José, região apontada pelas autoridades como área de domínio da facção.
As guarnições do Batalhão de Choque acessaram o local no fim da tarde desta terça-feira (16) e mantiveram diligências ao longo da noite. Após buscas minuciosas no terreno, os policiais localizaram um balde enterrado e envolto em um saco plástico preto.
Dentro do recipiente foram encontrados quatro jogos de fardas com camuflado urbano, uma pistola Taurus G2c calibre 9 milímetros com numeração suprimida, além de aproximadamente 1 quilo de crack e 500 gramas de maconha. Todo o material foi apreendido e encaminhado para os procedimentos legais.
A Polícia Militar confirmou que o padrão e a coloração das fardas apreendidas são compatíveis com aquelas vistas em vídeos relacionados à execução de Carlos Eduardo Sotéro, o que reforça a ligação direta entre o material localizado e o homicídio assumido pelo PGC.
Segundo a corporação, a ação é resultado do trabalho integrado entre inteligência e operações especializadas. As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos tanto na execução quanto na ocultação do material apreendido.
O Batalhão de Choque da Polícia Militar de Santa Catarina informou que as operações continuam e que novas ações devem ser realizadas nos próximos dias, com foco em enfraquecer a atuação da facção criminosa na Grande Florianópolis.

