Confusão grave em Florianópolis: pai agride professor e faz acusação chocante

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Nesta quarta-feira (25), ocorreu uma agressão envolvendo um pai de aluno e um professor em frente à Escola Estadual de Educação Básica Muquém, localizada no bairro Rio Vermelho, no norte da Ilha de Florianópolis (SC). O incidente aconteceu durante o intervalo entre os períodos escolares e gerou versões conflitantes entre os envolvidos.

Segundo relatos iniciais, o professor teria sido abordado por um homem identificado como Manoel Abílio Pacífico, pai de um aluno da escola. Após confirmar seu nome e a disciplina que leciona, o professor supostamente teria sido agredido com socos no rosto e na orelha, resultando em ferimentos e queda ao chão.

Manoel Abílio Pacífico, de 38 anos, acusado das agressões, ainda não foi localizado pela Polícia Militar. De acordo com o comandante da 2ª Companhia do 21º BPM, capitão Edson César Napoleão Júnior, foram feitas buscas nas proximidades do bairro Rio Vermelho, mas até o momento sem sucesso.

Na versão apresentada pelo professor à imprensa, ele acredita que possa ter sido vítima de homofobia devido à sua orientação sexual, assumidamente conhecida no ambiente escolar. O professor relatou ao programa Cidade Alerta, da NDTV RECORD, que essa poderia ser a motivação da suposta agressão, destacando que enfrenta regularmente situações de intolerância.

Por outro lado, Manoel Abílio Pacífico afirma que teria agido motivado por denúncias de supostos assédios contra seu filho e outros alunos. Segundo Pacífico, seu filho teria relatado que o professor passou diversas vezes por trás dele, supostamente encostando sua genitália nas costas do jovem, gerando uma crise emocional no adolescente. Pacífico afirmou ter abordado o professor fora da escola com o intuito de esclarecer a situação, mas a conversa teria evoluído para uma discussão e agressões mútuas.

Juliana Andrósio, orientadora educacional da escola, alegou que Pacífico já teria um histórico de agressões anteriores, inclusive uma que resultou em processo judicial e pagamento de indenização contra ela própria. Além disso, Juliana mencionou que Pacífico teria agredido outros integrantes da comunidade escolar durante atividades contra a militarização das escolas.

Pedro Moraes, ligado à militância sindical, reforçou as declarações de Juliana e afirmou que também teria sofrido agressões anteriores de Pacífico. Moraes pediu providências à Secretaria de Educação diante dos supostos episódios violentos envolvendo o pai.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte/SC) emitiu uma nota classificando a situação como grave, descrevendo a agressão como “brutal” e informando que o professor teria passado por exames no Instituto Médico Legal (IML).

A Polícia Civil está conduzindo investigações detalhadas para esclarecer as versões conflitantes e apurar os fatos relacionados às alegações e acusações feitas pelas partes envolvidas. A comunidade escolar permanece atenta, aguardando medidas oficiais por parte da Secretaria Estadual de Educação que garantam segurança e integridade de todos os envolvidos.

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