Operação nacional contra canetas emagrecedoras falsas chega a SC com 12 mandados

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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (7) a Operação Heavy Pen, voltada a desarticular um esquema nacional de fabricação, importação irregular e comércio ilegal de canetas emagrecedoras falsificadas. Em Santa Catarina, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, sendo 10 em Joinville e dois em Lages.

A ação foi realizada em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e alcançou 12 estados brasileiros. No total, segundo a Polícia Federal, foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão em todo o país, além de 24 ações de fiscalização.

Semaglutida, tirzepatida e substâncias sem autorização

Conforme a Polícia Federal, as investigações concentram-se em produtos à base de semaglutida e tirzepatida, princípios ativos amplamente utilizados em tratamentos para obesidade, além de substâncias como a retatrutida, que ainda não tem autorização para comercialização no Brasil. Os alvos da operação têm envolvimento em toda a cadeia ilícita, desde a importação fraudulenta até a distribuição e a venda irregular de injetáveis.

Endereços fiscalizados em SC

Em Joinville, os mandados foram cumpridos nos bairros Iririú, Paranaguamirim, Floresta, Bucarein, Anita, João Costa e Comasa. Em Lages, na Serra catarinense, outros dois endereços foram alvo das buscas. Os demais estados contemplados pela operação foram Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Roraima, Rio Grande do Norte, São Paulo e Sergipe.

Laboratórios, clínicas e empresas irregulares no alvo

Durante as diligências, foram fiscalizados laboratórios de manipulação, clínicas estéticas e empresas que atuam fora da regulação sanitária, com produção, fracionamento ou comercialização de medicamentos sem registro ou de origem desconhecida. Segundo a PF, as condutas investigadas podem configurar falsificação e comercialização irregular de medicamentos, além de contrabando.

Todos os elementos colhidos durante a operação devem contribuir com investigações já em andamento. Até a última atualização, não havia registro de presos ou indiciados.

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