Na manhã desta quarta-feira (22), uma operação envolvendo Ministérios Públicos de dois estados mirou um esquema que utilizaria tecnologia avançada para enganar consumidores nas redes sociais.
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), ligado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), atuou em apoio à Operação Double Check, coordenada pelo CyberGAECO do Ministério Público de São Paulo (MPSP).
De acordo com as informações oficiais, a investigação aponta para o uso de inteligência artificial na criação de vídeos manipulados, nos quais a voz e a imagem de uma personalidade conhecida da área da saúde teriam sido reproduzidas sem autorização. O conteúdo era divulgado como forma de promover supostos tratamentos e produtos sem comprovação.
Ainda conforme os dados divulgados, o material induziria o público a acreditar que a própria figura pública estaria recomendando os itens, o que pode afetar diretamente sua credibilidade profissional. Além disso, os produtos anunciados não possuem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que levanta alerta para possíveis riscos à saúde.
As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Regional das Garantias da 1ª Região Administrativa Judiciária (RAJ), na capital paulista. Em Santa Catarina, os mandados foram cumpridos na cidade de Itapema, onde houve duas ações de busca e apreensão.
O caso segue sob sigilo, e novos detalhes devem ser divulgados apenas quando houver autorização judicial para a publicidade das informações.
