A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º), a fase final da Operação Cavalo Paraguaio, com o objetivo de desarticular por completo uma organização criminosa especializada no furto, adulteração e envio de caminhões-tratores e semirreboques para o Paraguai.
A ação é coordenada pela Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos da DEIC e ocorre nas cidades de Itajaí e Navegantes, no Litoral Norte do estado. Nesta etapa, estão sendo cumpridos dois mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão contra investigados apontados como responsáveis pela logística do esquema criminoso.
De acordo com a Polícia Civil, os alvos desta fase são considerados os últimos integrantes identificados dentro da estrutura da organização. Eles teriam papel fundamental no transporte e envio dos veículos furtados ao exterior, especialmente para o Paraguai, destino final das cargas.
A investigação teve início em junho de 2025, quando foi deflagrada a primeira fase da operação. Na ocasião, houve uma ampla atuação integrada entre diferentes forças de segurança. Participaram a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Federal — por meio do Núcleo de Cooperação Internacional em Santa Catarina e da Adidância em Assunção —, além do Centro Integrado de Segurança Pública e Proteção Ambiental, vinculado à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça.
Também atuaram na operação a Polícia Civil do Paraná, por meio do DENARC de Maringá, e delegacias catarinenses das cidades de Pescaria Brava, Sangão e Capivari de Baixo.
Na primeira fase, foram cumpridos nove mandados de prisão e onze de busca e apreensão. Com o avanço das investigações, outros dois suspeitos foram identificados como peças-chave na logística de envio dos veículos roubados, o que levou à atual etapa da operação.
A Polícia Civil destaca que o sucesso da Operação Cavalo Paraguaio é resultado da integração entre instituições de segurança pública, considerada essencial no enfrentamento de organizações criminosas que atuam de forma estruturada e interestadual.
A corporação também ressaltou o apoio do Poder Judiciário e do Ministério Público de Santa Catarina, especialmente da Vara Estadual de Organizações Criminosas e da promotora de Justiça Laura Emelianne Noronha Pin, que atuou na análise e deferimento das medidas cautelares.
Por fim, a Polícia Civil reforça a importância da colaboração da população, que pode contribuir com denúncias sobre atividades suspeitas relacionadas a furtos e receptação de veículos.
A operação segue em andamento.

