A Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) e a Polícia Civil (PCSC) deflagraram na manhã desta sexta-feira (26) a Operação Continente Seguro, com o objetivo de cumprir mandados contra investigados por roubo qualificado, tráfico e participação em organização criminosa. Um dos alvos, Diego Nascimento de Oliveira, de 16 anos, foi morto após confrontar os policiais com uma arma em punho.
Investigado por sequestro de motorista de aplicativo
A operação foi desencadeada após a identificação dos autores de um roubo com cárcere ocorrido em 24 de julho, no bairro Capoeiras, em Florianópolis. Na ocasião, uma motorista de aplicativo foi sequestrada por três homens armados após o cancelamento de uma corrida, agredida, amordaçada e mantida em cativeiro por cerca de seis horas. Ela foi libertada apenas no Morro do Alemão, em São José.
Com base nas investigações, a Justiça expediu 11 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão. Dois suspeitos foram presos, e diversos objetos de interesse foram apreendidos. O terceiro alvo, Diego, foi localizado em uma residência na Servidão Topázio, bairro Monte Cristo, área dominada pela facção PGC e considerada de alto risco.
Morte após reação armada durante a operação
Conforme relatório oficial da PMSC, ao adentrarem o imóvel para cumprir o mandado de busca e apreensão, os policiais se depararam com Diego portando uma arma de fogo. Diante da ameaça iminente, foram efetuados dois disparos de fuzil calibre 5,56. O criminoso foi atingido e morreu no local. O SAMU foi acionado e confirmou o óbito.
Recentemente, Diego publicou uma série de vídeos em seu perfil no Instagram ostentando armas de grosso calibre, munições e referências diretas ao código penal “157”, usado para designar crimes de roubo.
Em uma das postagens mais provocativas, ele aparece fumando maconha em frente a um batalhão da Polícia Militar. Em outra, exibe munições organizadas no chão formando a sigla “PGC TUDO 2”, além de dirigir segurando pistolas com carregadores estendidos. As imagens reforçam a ligação do adolescente com a facção criminosa e demonstram o desprezo pelas forças de segurança.
Antecedentes e histórico de envolvimento com o crime
Apesar da pouca idade, Diego já era conhecido no meio policial. Ele possuía passagens anteriores por atos infracionais análogos a tráfico de drogas e porte ilegal de arma. Ele utilizava as redes sociais para ostentar armamento e desafiar a autoridade.
As autoridades tratam a morte como resultado de legítima defesa diante da ameaça armada. Policiais civis da Delegacia de Homicídios e agentes da Polícia Científica foram acionados para os procedimentos periciais no local.
Compromisso com o combate ao crime violento
Em nota conjunta, as forças de segurança destacaram que a operação reafirma o compromisso com a ordem pública e a resposta rápida contra o crime organizado. A investigação segue em andamento para identificar outros membros da quadrilha e analisar os materiais apreendidos, incluindo conteúdos digitais postados por Diego.

