Joinville e Balneário Camboriú estão entre cidades alvo de operação contra organização criminosa

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Joinville, Balneário Camboriú, Florianópolis e outras 22 cidades de cinco estados foram alvo de uma operação contra o tráfico de animais silvestres na manhã desta terça-feira (3). A ofensiva, denominada Operação Aruana, foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), coordenado pelo Ministério Público de Santa Catarina, com apoio da 21ª Promotoria de Justiça da Comarca de Joinville e da Polícia Militar Ambiental.

Ao todo, estão sendo cumpridos 45 mandados de busca e apreensão e 20 mandados de prisão contra 39 investigados por crimes contra a fauna silvestre, falsidade documental e participação em organização criminosa. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina.

As diligências ocorrem simultaneamente em municípios de cinco estados. Em Santa Catarina, os mandados são executados em Balneário Camboriú, Barra do Sul, Barra Velha, Florianópolis, Governador Celso Ramos, Indaial, Ilhota, Itajaí, Itapema, Jaraguá do Sul, Joinville, Navegantes, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz e Timbó.

No Paraná, há cumprimento de ordens judiciais em Curitiba. Em São Paulo, as ações se concentram em Diadema, Guarulhos, Indaiatuba, Ribeira, Ribeirão Preto, São Bernardo do Campo, São Paulo e Sorocaba. Na Bahia, a operação ocorre em Lauro de Freitas. Já no Rio Grande do Sul, os mandados são cumpridos em Pelotas e Glorinha.

O objetivo da operação é apreender materiais ligados ao tráfico de animais, à falsificação de documentos e à atuação de uma organização criminosa. A força-tarefa busca reunir elementos que comprovem a materialidade dos crimes e identifiquem os responsáveis, além de verificar possíveis situações de flagrante envolvendo fauna silvestre.

Os animais resgatados durante o cumprimento dos mandados receberão atendimento e proteção imediata. A estrutura da operação conta ainda com dois médicos-veterinários disponibilizados pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, que permanecem de plantão para orientar as equipes em ocorrências que envolvam manejo de animais.

Todo o material apreendido será encaminhado à Polícia Científica para exames periciais e emissão de laudos. As evidências serão analisadas pelo GAECO e pelo Ministério Público, que utilizarão as informações para aprofundar as investigações, identificar outros possíveis envolvidos e mapear a atuação de eventual rede criminosa.

As investigações tramitam sob sigilo. Novas informações poderão ser divulgadas após a publicidade dos autos.

Operação Aruana

O nome da operação faz referência ao termo de origem tupi-guarani “Aruana”, que significa “sentinela da natureza”. Derivado de “a’ruã”, que remete à garça, o nome simboliza a proteção da fauna e reforça o foco da ofensiva no combate ao comércio ilegal de animais silvestres.

O GAECO é uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina e composta por integrantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, com atuação voltada à identificação, prevenção e repressão às organizações criminosas.

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