Wesley Pacheco, empresário e motoboy natural de Porto Alegre, fez um apelo público na manhã deste sábado (19) após perder seu celular no bairro Bosque da Mata, em Tijucas, por volta das 5h.
Segundo ele, o aparelho, um iPhone 13 Pro Max com película preta, caiu durante a madrugada e ainda não foi localizado. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Wesley afirmou que o conteúdo armazenado no celular é essencial para a continuidade de suas atividades e projetos profissionais, e anunciou uma recompensa de R$ 500 para quem encontrar o dispositivo.
De acordo com Wesley, o valor do celular não é o principal motivo do apelo. De acordo com ele, o que está em jogo são dados importantes relacionados ao seu negócio, que emprega diretamente mais de 20 pessoas na cidade. Ele afirmou que sua empresa é conhecida entre empresários locais e que, desde que chegou a Tijucas, superou um quadro de depressão e se reergueu por meio do trabalho.
O empresário relatou que, ao perceber a perda do celular, tentou pedir ajuda a motoristas que passavam pela região, mas não teve sucesso. Disse ter abordado mais de 15 veículos, explicando que não se tratava de um assalto e apresentando argumentos para justificar seu pedido. Ainda assim, ninguém parou para ajudá-lo.
“Eu parei mais de 15 carros e ninguém me ajudou. Ninguém. Só que não é pelo valor do iPhone. É pelo que tem nele. A polícia, ninguém me ajudou. Foi o Júlio, o vereador, que me ajudou”, contou Wesley.
Wesley também aproveitou o momento para criticar o medo generalizado que, segundo ele, impede a solidariedade entre as pessoas, mesmo em locais considerados mais seguros.
“Quem achar esse telefone, não vai estar ajudando só a mim. Vai estar ajudando a mim, aos motoboys que trabalham comigo, e a muita gente que depende desse trabalho. Tem muita coisa importante ali dentro”, afirmou.
O empresário também destacou que o projeto que criou tem gerado renda significativa para outros trabalhadores da cidade. De acordo com ele, os motoboys que atuam em sua rede chegam a faturar entre R$ 400 e R$ 500 por dia, com alguns tendo conseguido adquirir motocicletas neste ano.
A perda do aparelho, segundo Wesley, pode comprometer parte da operação do seu negócio, que envolve comunicação, dados e organização de rotinas de entrega.
“Mesmo que eu não ache, o que serve pra mim é essa lição. A gente tem que focar em trabalhar e ajudar o próximo sempre”, finalizou.
A quem encontrar o celular, Wesley pede que entre em contato para a devolução. A recompensa de R$ 500 está garantida.

