A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte do cão comunitário Orelha, registrada na Praia Brava, em Florianópolis, e confirmou que a adolescente que aparece nas imagens ao lado do suspeito não presenciou nem participou das agressões.
De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina, a menina foi ouvida formalmente durante a investigação. Após a análise dos depoimentos e das imagens, o envolvimento dela no crime foi descartado.
A delegada Mardjoli Valcareggi explicou que a jovem não permaneceu com o adolescente durante todo o período em que os fatos ocorreram e não teve contato com o animal no momento das agressões.
Imagens de câmeras de segurança mostram o adolescente deixando o condomínio onde estava hospedado por volta das 5h25 do dia 4 de janeiro e retornando cerca de meia hora depois, já acompanhado da amiga. Segundo a polícia, foi justamente nesse intervalo, por volta das 5h30, que o cão teria sido atacado.
A investigação concluiu que o jovem cometeu ato infracional equivalente ao crime de maus-tratos contra animal. Para o delegado Renan Balbino, o adolescente apresentou versões contraditórias ao longo do interrogatório e tentou omitir informações relevantes.
Inicialmente, ele afirmou que havia permanecido dentro do condomínio durante toda a madrugada. No entanto, as gravações, as roupas utilizadas e relatos de testemunhas confirmaram que ele esteve na praia no horário indicado.
Orelha foi encontrado em estado grave na manhã do dia 5 de janeiro por moradores da região. O animal chegou a ser levado para atendimento veterinário, mas não resistiu aos ferimentos.
O laudo da Polícia Científica apontou um impacto forte na região da cabeça, compatível com golpe provocado por chute ou por objeto rígido. Além disso, o cão apresentava lesões no olho esquerdo e sinais de desidratação.
Ao todo, 24 pessoas foram ouvidas durante o inquérito. Oito adolescentes chegaram a ser investigados ao longo do processo, mas apenas um teve responsabilização apontada ao final. A Polícia Civil solicitou a internação do jovem, medida que agora será analisada pela Justiça.

