Moradores protestam em Florianópolis após morte em ação da PMSC: “parem de nos matar!”

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A morte de Hudson Pinheiro Martins Cipriano durante operação da Polícia Militar de Santa Catarina no Morro do Mocotó, em Florianópolis, continua gerando tensão e protestos na comunidade. No final da tarde deste sábado (13), moradores organizaram uma manifestação no local exato onde o rapaz foi neutralizado, contestando a forma como a ação policial foi conduzida.

De acordo com a nota oficial da PMSC, o suspeito estaria armado com uma pistola 9mm, utilizava balaclava e teria optado pelo confronto durante uma patrulha de rotina, o que levou os policiais a revidarem. A arma foi apreendida e retirada de circulação.

Já a versão de moradores ouvidos pela reportagem do Jornal Razão diverge em um ponto central: embora reconheçam que Hudson “poderia estar armado e usando balaclava”, afirmam que ele não atirou contra os policiais e foi alvejado enquanto corria, sem chance de se render. “A polícia já chegou atirando”, afirmou uma moradora. “Mesmo se ele tivesse errado, eles não tinham o direito de tirar a vida assim. Não houve confronto, só fuga”, completou.

Durante a manifestação, uma fala emocionada sintetizou o sentimento dos presentes. Em tom de crítica social, um morador destacou as dificuldades enfrentadas por quem vive na comunidade:

“É a cidade da magia, duas horas pra chegar em casa, dois trampos na temporada, nós sobrevive na ginga.”

A fala foi recebida com aplausos e gritos de revolta. O protesto ocorreu de forma pacífica, mas evidenciou o clima de indignação que se espalhou pelo bairro desde a madrugada. Postagens nas redes sociais também cobraram justiça e denunciaram o que chamam de “ação desproporcional” da Polícia Militar.

A Polícia Científica deve apurar tecnicamente o caso, incluindo perícia balística, posicionamento dos disparos e exame da arma apreendida. A Polícia Militar ainda não comentou oficialmente sobre os questionamentos levantados pela comunidade.

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