Mãe diz que filha de 4 anos foi abusada por professora em escola de Tijucas

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Uma moradora de Tijucas (SC) gravou um vídeo comovente neste sábado (13) denunciando um suposto caso de abuso sexual envolvendo a filha de apenas quatro anos, estudante da Escola Municipal Manoel dos Anjos. O Jornal Razão foi procurado pela mãe horas antes da divulgação do vídeo. Obtivemos também acesso ao registro de ocorrência junto à PMSC e ao boletim médico de atendimento no Hospital de Tijucas.

Segundo o relato da mãe, a criança teria sido levada ao banheiro por uma professora, junto com outra aluna, e supostamente voltou para casa com marcas de agressão na região íntima, que teriam sido percebidas apenas na noite de sexta-feira e madrugada de sábado.

A mãe alega que começou a desconfiar meses atrás, após a filha passar a recusar ir à escola e demonstrar medo da professora, dizendo que “ela não era sua amiga” e “batia nas suas costas”.

Inicialmente, os pais dizem ter acreditado que se tratava apenas de uma maneira ríspida de repreensão. No entanto, após dar banho na filha, a mãe relatou ter encontrado machucados e, ao perguntar o que aconteceu, teria ouvido da menina que havia sido levada pela professora até o banheiro, onde os abusos teriam ocorrido.

A família procurou atendimento no hospital de Tijucas. Segundo a mãe, os primeiros atendimentos já teriam indicado “sinais de abuso”. No boletim médico consta a informação de “abuso físico alegado da criança”, que teria sido relatado ao pai.

De lá, a menina foi encaminhada ao Hospital Infantil Joana de Gusmão, onde passou por exames detalhados, mas que ainda não foram concluídos.

A Polícia Militar esteve presente durante a ocorrência, mas o Conselho Tutelar, segundo a mãe, não compareceu e teria informado que “não era necessário”.

A mãe diz que está abalada, que desmaiou durante a madrugada e que está sob efeito de calmantes. Mesmo assim, decidiu gravar o vídeo para alertar outras famílias da cidade e pedir apoio: “Hoje eu não tô aqui só pela minha filha. Eu tô aqui por todas as crianças que passam por isso e que as escolas tentam calar”.

Ela também alega que autoridades teriam tentado “abafar o caso” e propor reuniões privadas com os pais, o que ela rejeitou, afirmando que tomará todas as medidas judiciais cabíveis. Todavia, o Jornal Razão precisa destacar que esse trecho do relato não é justo e coerente. Isso porque nossa redação participou da ligação entre a mãe e a Secretaria de Educação de Tijucas e, a pedido da própria mãe, havíamos concordado em acompanhar a família e participar da reunião na segunda-feira, na própria escola. Além disso, já estava previamente acordado que divulgaríamos o caso – ou seja, de forma alguma seria ‘abafado’.

A mãe acusou uma professora que supostamente teria sido reconhecida pela filha através de fotos. Todavia, a referida professora sequer está dando aulas na escola, pois está afastada por motivo de licença médica há pelo menos dois meses. “A única divergência é não saber de fato ainda quem é essa professora”, disse a mãe ao Jornal Razão.

Ela diz ter provas, incluindo exames médicos e o relato da própria filha, e pede que outras famílias da escola se manifestem.

A Prefeitura de Tijucas determinou a imediata instauração de procedimento administrativo disciplinar para investigar o caso. O prefeito Maickon Sgrott acompanha de perto os desdobramentos e cobrou celeridade por parte da Secretaria de Educação. Maickon também entrou em contato com o delegado responsável pela Comarca de Tijucas, que já iniciou as investigações.

Ao Jornal Razão, a mãe relata que a filha começou a reclamar de “ardência e dor” no começo da tarde. Ela diz ter pensado se tratar do uso de fralda e pediu para a irma passar pomada.

Algumas horas depois, ela diz que a menina ainda reclamava, então a mãe decidiu dar banho nela. Ao secá-la e deitá-la na cama, percebeu que havia “machucados ao redor da região íntima”, que estaria “inchada, aberta e visivelmente anormal”.

Ao perguntar “Filha, o que é isso? O que você fez?”, a criança teria respondido: “Foi a professora”. A mãe então chamou o esposo, que foi até o quarto. Em seguida, ela perguntou quem tinha feito aquilo, se era professor ou professora, e a criança respondeu:

“Minha professora, aquela que bate nas minhas costas”. Ao pedir que a filha mostrasse como a professora fazia, a criança respondeu que a professora “colocava e tirava”.

Ela também afirma que a filha mencionou outra coleguinha que teria passado pelas mesmas situações com a mesma professora.

O vídeo com o depoimento da mãe está sendo amplamente compartilhado em grupos de moradores da cidade e gerou forte comoção entre pais e responsáveis. O caso deve ser investigado pela Polícia Civil.

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