Maconheiro de SP tenta comprar drogas em morro de Florianópolis e o inesperado acontece

Share

O que parecia ser apenas uma busca por drogas terminou em perseguição, tiros e prisões na noite desta quarta-feira (20) em Florianópolis. A vítima, de São Paulo, relatou que estava “embrazando” com amigos quando decidiu subir o Morro do Macaco para comprar um baseado. O detalhe é que a região é conhecida como área de domínio da facção PGC (Primeiro Grupo Catarinense).

Assim que chegou ao local, os traficantes desconfiaram do sotaque diferente e acreditaram que ele fosse ligado a uma facção rival de São Paulo. Ele então foi cercado por criminosos e, segundo informações da Polícia Militar, quase acabou executado. A vítima só não foi morta porque conseguiu fugir pulando muros de casas no sentido da Avenida Beira-Mar, deixando rastros de sangue pelo caminho.

Acionamento do Tático

A PM foi acionada via Copom para atender a ocorrência de tentativa de homicídio. Em buscas pelo Morro do Macaco, a equipe do Tático se deparou com um veículo Ford Edge V6, que trafegava lentamente e na contramão, como se os ocupantes estivessem procurando pela vítima. Diante da suspeita, os policiais tentaram a abordagem, mas o condutor apontou uma arma de fogo contra a guarnição. Houve troca de tiros, e os militares revidaram para conter a agressão.

O motorista foi identificado como Valdir da Silva Valardão Junior. Após o confronto, o carro fugiu na contramão e colidiu contra um VW T-Cross.

Perseguição e prisões

Mesmo após a batida, o Ford Edge continuou em fuga até parar em frente à Confederação Brasileira de Tênis, na Avenida Beira-Mar. Os ocupantes abandonaram o veículo e correram a pé. Na perseguição, Valdir foi capturado pela 2ª Companhia próximo à clínica Arco-Íris, enquanto Lucas de Jesus da Silva foi preso pela equipe do Choque nas proximidades da Casa do Governador.

Durante as buscas no veículo, foram encontrados dois celulares. Com Lucas, havia ainda um aparelho com a tela quebrada. Os dois foram encaminhados à Central de Plantão Policial (CPP).

Contexto da guerra do tráfico

O caso expõe como o PGC, facção catarinense que domina comunidades em Florianópolis, age de forma violenta para impedir a atuação de grupos rivais. Para os traficantes, a simples presença de alguém de fora, especialmente de São Paulo, pode ser interpretada como uma ameaça ou infiltração.

Segundo informações obtidas pela reportagem, a desconfiança surgiu porque ele usava gírias diferentes e recusou-se a fornecer seu telefone aos criminosos. A suspeita de que pudesse ser ligado a outra facção foi suficiente para que os bandidos planejassem sua execução.

Desfecho

O maconheiro paulista, mesmo ferido, conseguiu escapar e foi localizado pela PM na Avenida Beira-Mar. A ação rápida do Tático impediu um homicídio e resultou na prisão de dois envolvidos. O caso segue sob investigação.

Read more

Mais notícias da região