Logo após a oração diária, PMSC é surpreendida com ocorrência que poderia terminar em tragédia

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Logo após a oração diária feita na sede da PM em Lages, na Serra Catarinense — um momento em que os policiais pedem proteção antes de sair às ruas —, veio o chamado urgente no rádio: uma mulher denunciava que o ex-companheiro, recém-libertado da prisão, havia ido até o abrigo onde ela estava acolhida e a ameaçado com uma arma.

“Fui preso, mas agora tô solto. E vou te matar”, teria dito João Análio da Silva, ignorando completamente a medida protetiva que o impedia de se aproximar da vítima.

O caso envolvia ameaça com arma de fogo e descumprimento da Lei Maria da Penha. A equipe do TÁTICO foi imediatamente até o local indicado. Segundo o relato da vítima, após fazer a ameaça, João fugiu para uma casa abandonada.

A guarnição chegou e encontrou a porta entreaberta. Ao espiar, viram um homem com as mesmas roupas repassadas na denúncia. Deram ordem para que ele mostrasse as mãos. Ele não obedeceu. Caminhou até um quarto escuro e, conforme os policiais relataram, sacou uma arma da cintura e apontou para a equipe.

Diante da ameaça, os agentes reagiram. Nove disparos foram feitos para conter o ataque. O socorro foi acionado, mas João morreu no local.

Após os procedimentos da Polícia Científica, descobriu-se que a arma era uma réplica: um revólver de chumbo com cilindro de ar, com aparência idêntica a uma arma verdadeira, inclusive com munições falsas.

A residência foi deixada aos cuidados de um familiar do autor. O caso será investigado como intervenção policial com resultado morte, conforme o protocolo legal.

João descumpriu a lei, ameaçou matar — e encontrou a reação de quem, minutos antes, havia pedido a Deus por proteção.

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